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Triangle Execrado, Eu sei, não presto...
Andor Yorec
Posted: Oct 30 2011, 07:41 PM
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Novato
*

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O mercenário deu um tempo para recuperar o fôlego. Agarrou sua espada, catou seu escudo que prendeu às costas. Foi caminhando para a porta de entrada do casarão. Parou na entrada. Olhou na direção do rio.

- Livian... Uma vez me pediu para matar o Slade... Eu disse que seria suicídio e me recusei a escutá-la. Pois então, agora... Agora vou matá-lo ou morrer tentando. Sinceramente espero morrer... Para pagar pelo que fiz com você... Pelo que fiz com ela... Farei tudo que posso para matá-lo. Farei mesmo. Sinto muito... - respirou fundo e entrou no casarão.

Foi caminhando pelos corredores. Encontrou alguns guardas que fugiram quando lhes ofereceu a chance. Outros estavam já mortos: Aegon. Servos corriam de medo dele. Andor foi seguindo a trilha de sangue que Aegon deixara. Até que uma jovem moça veio correndo em sua direção e lhe pediu algo chocante:

- Castre o maldito, senhor! Por favor, castre ele! - e a moça saiu correndo antes de Andor dizer qualquer coisa. Os punhos de Andor faziam o cabo de couro e cânhamo da espada ceder sob a pressão. “Desgraçado asqueroso filho de um puto!”. Andor passou a andar mais rápido. Finalmente chegou a uma porta dupla de madeira sólida e reforçada. Encostada nela e sentado estava Aegon!

- Aegon! - Andor correu até ele e verificou os ferimentos. Fora estocado no abdômen, tinha cortes leves nos braços, um mais profundo na coxa, o nariz estava quebrado, um olho cego por um corte e faltava-lhe uma orelha. Mas ele sorria, um sorriso vermelho – Aegon... Por quê? Você não tinha nada a ver...

- Cough! Argh... - Aegon tossiu sangue e voltou a dar um sorriso carmim – Você sabe a resposta, pivete...

- Merda, Aegon, não era para você estar aqui. Isso era assunto meu.

- Foda-se... Coff-coff-coff... Assunto seu uma ova... Era assunto da Mão de Ferro e eu sou da Mão de Ferro... coff-coff.

- Merda... - Carregou Aegon até um canto razoavelmente oculto. Andor olhou ao redor e viu os corpos dos guardas. Catou uma capa que ainda permanecia limpa e a rasgou em tiras – Eu não sei fazer isso, mas você sabe.

- Isso aí, muleque... - Aegon pegou as tiras e passou a fazer curativos improvisados – Andor, acaba com esse filho da puta. Depois vamos saquear ele! Hahahaha... coff-coff-coff... arghn

- … - “Aegon querendo saquear Slade? Ele nunca aprovou o saque... Ele acha que vai morrer... Merda! Merda!” - E vamos rachar 50/50, certo?

- Hum? - Aegon olhou Andor com seu olho bom. Sorriu. Ambos sabiam do que estavam falando – Certo, muleque... hehe

- Velho, você vai ficar de pé logo, logo. - Andor pôs sua mão no ombro de Aegon.

- Pft... “Velho”, “Vovô”, “Sinhô”... Vai se fuder, Andor! - Aegon sorriu

- … - Andor sorriu em resposta.

- Agora, muleque, move essa bunda e vai mostrar para o filho da puta do Conde Slade o que a Mão de Ferro faz com os merdas que tentam sacanear a gente! É uma ordem! Hehe – Volta a tossir sangue, segurando um punhado de tecido contra o ferimento do abdômen.

- Certo... Sócio... Companheiro... Amigo. - Andor dá um leve apertão no ombro de Aegon. Cata a espada do companheiro, que ainda estava cravada no corpo de um guarda e a entrega na mão do amigo. Encara o amigo pela última vez e vai para a porta.

Tentou ouvir o outro lado da porta. Pareciam que encaixotavam algo com pressa. Duas pessoas. Uma mulher talvez, som de salto alto. Outro deve ser o maldito Slade. Tinha de abrir a porta. Tentou em silêncio empurrar a porta. “Argh. Lógico que estará trancada, talvez até barricada...”. Olhou para os corpos dos guardas. Eis que viu a solução: uma alabarda. Agarrou-a. Verificou se as dobradiças estavam visíveis. Não, ficavam para dentro da sala. Então o jeito era golpear até a porta ceder, ou melhor, o sistema da tranca. Tomou distância. Empunhou a alabarda com as duas mãos. Respirou fundo. Tinha de derrubar com menos golpes possíveis.

Os golpes foram cadenciados, incessantes, sempre no mesmo lugar, sempre com toda a força que conseguia por. A madeira ia cedendo e a alabarda entrava cada vez mais na porta, a cada golpe. Às vezes ouvia uma voz feminina reclamando. Isso lhe dava ânimo, estavam se desesperando. Quinze minutos depois, quando os braços e ombros de Andor queimavam pelo estresse, a porta cedeu. Com um chute abriu a porta.

A sala parecia um maldito laboratório de um maluco. Cheio de vidros das mais diversas formas com conteúdos estranhos, uns borbulhando, outros condensando, fora os que estavam armazenados. Uma bela mulher loira de olhos verdes, com capa negra coberta de estampas de estrelas e luas, olhava incrédula para o mercenário. Mais para o canto, perto de caixas, inclusive surpreendido no momento que guardava um... pedaço de carne? Não dava para saber, pois parecia um, mas se movia como se estivesse vivo! :S O homem tinha uma cicatriz feia no rosto, era de altura mediana, nariz longo e pontudo, com olhos de esquilo. O cabelo parecia uma tigela. Tinha um símbolo sagrado no peito e vestia uma túnica eclesiástica.

- E agora, Conde? - perguntou a mulher sem expressão

- E agora? Mata o tempo do cara enquanto eu termino de guardar as coisas! - o homem, o Conde Slade, parecia impaciente.

- Mas o Bispo Telfor está lá fora esperando nossa fuga para nos matar. - replicou a mulher ainda sem expressão.

“Maldito Bispo, esta nos usando, a mim e Aegon, para se vingar de Slade”. Andor se endireitou e estalou o pescoço duas vezes. Se a mulher gostosa quer brincar, beleza... Quer brincar de lutar? Beleza... Não tava com humor para gracinhas. A mulher estendeu uma mão para frente e com outro braço alvo perfeito fez gestos. Uma aura começou a absorve a luz da sala e formar uma esfera... Não! Uma caveira de sombras na mão estendida dela. “Merda, que porra é essa?!”.

- Efeito visual legal, gata. - debochou Andor enquanto se preparava para um ataque. Pudera. A mulher moveu milimetricamente a mão e a caveira veio voando em linha reta direito para o peito de Andor, jogando-o a dois metros para trás – ArghhhH!

- Até que foi fácil... - disse a mulher em um tom de resmungo.

- Ainda bem. To sem paciência para esses ignorantes. - disse Slade. Andor abriu os olhos. Era horrível. Sentia seu peito congelar, o coração estava gélido e doía ao mesmo tempo como se uma mão de gelo o espremesse... Sentia o sangue gelar e sua visão ficou com manchas... Os ouvidos zuniam como se alguém geme-se neles... Era o que merecia, morrer... Não! Antes tinha de vingar Livina. Sentiu nos dedos o cabo da alabarda. Fechou-os. Tinha de fazer isso! Levantou-se grunhindo, tonto, meio cego.

- Parece que ele é resistente. - resmungou a mulher

- Sua incompetente. Acabe logo com ele! - gritou Slade quando derrubou um frasco e uma coisa disforme feita de carne saiu correndo por um buraco na parede – Maldição! Me fez perder um espécime!

- Bem feito, mandão – zombou a mulher. Ela já preparava outra bruxaria. Andor estendeu a mão esquerda para frente imitando a mulher e com a direita preparou um arremesso com a alabarda.

- Eu também tenho um truque - diz Andor ao indicar a alabarda...

- Isso nem se compara com a “cabeça do morto”. - ela respondeu.

- Você quem pensa, gata, isso aqui tem um nome próprio também... Estocada Andoriana! Hhahahahahaha – Andor dá um pisão com o pé esquerdo, torce o tronco, joga o braço direito para trás, inspira todo o ar que pode e, com um “GRRRRAAARRR!” estica todo seu corpo como um arco disparando uma flecha! A alabarda zuniu no ar e viajou quase em linha reta, atingindo a mulher no torso e jogando-a por cima das caixas!

- Ahhhhhh! - ela gritou enquanto se espatifava.

- É geralmente isso que ouço... hehehehe – Andor zombou quando vomitou sangue. Tava feio o negócio.

- Puta mulher incompetente! - resmungou Slade – Levante-se, mulher! Não posso lutar enquanto sustento a coisa!

- Não se preocupe. Não me incomodo que não possa lutar... - Andor começou a caminhar trôpego na direção de Slade, sacando sua espada.

- Merda! Mulher! MULHER! - gritou freneticamente o Conde.

- Eu to ouvindo... não precisa gritar... Aiiiiiiii – a mulher tira a alabarda e deixa cair de lado. Se levanta apoiando-se na parede – Desgraçado...

- … - Andor fica pasmo com a resistência da mulher. Era para estar morta.

- Você vai pagar... - a mulher começa a conjurar outra magia. Andor sabia, levar outra daquelas já era. Não tinha escolha. Investiu e atacou o rosto da mulher com sua espada. Ela tentou evitar o golpe, mas a espada arrancou-lhe a carne da maçã direita e parte da pele de sua testa – Arghhhh!

- Toma-lhe vaca! - praguejou Andor – Agora combina com você... Um rosto feio para um bruxa hahahahah. Não tira minha concentração assim.

- Que merda... - foi o que Slade balbuciou com medo, MEDO.

- Hã? - algo estava errado. A mulher voltou a olhar para Andor. Não havia carne ou osso sob a pele e a carne que arrancara. Havia... piche? Algo negro, pegajoso.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – a mulher começou a gritar e sua pele a derreter.

- Acaba de matar a todos nós, imbecil! - Slade agarrava o que podia e tentou sair correndo, mas ele era o alvo principal. Foda-se se a mulher fosse explodir e levar todos, inclusive Andor, consigo. Mas Slade tinha de morrer. Com um golpe de espada, atingiu o joelho de Slade. Do joelho para baixo voou para a direita. Do jelho para cima voou para esquerda. Mais frascos se espatifaram no chão.

- Maldição! - Slade parecia não sentir dor. E já se arrastava para a porta. Andor o agarrou pela perna que sobrara e o puxa para trás, pega a alabarda e com ela trespassa Slade e o chão, prendendo-o – Não faça isso! Não sabe o que está fazendo!

- Tarde de mais. Está feito. - respondeu Andor sem expressão.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – a mulher começou a jogar um fogo negro para todo o lado. Andor recuou para se proteger do calor. Tirou seu escudo e tentou se proteger. O fogo se espalhou rapidamente, por todo o casarão, já começava a desabar. Andor queria morrer. Só ele podia dizer o quanto queria. Uma pilastra e mais escombros caíram sobre Slade e a mulher.

Pensou em ir checar Aegon. Mas as chamas bloqueavam seu caminho. Aegon morreria mesmo. Uma pena. Andor pôs o escudo nas costas e ficou apreciando aquelas chamas negras se espalharem ao seu redor, as fagulha se espalharem pela sala, pedaços do forro, pedaços de pedra caindo... Olhou para onde Slade repousava morto. Vingara Livina. Não precisava de mais nada... Não... Ainda tinha de vingar ela. Tinha de mostrar para eles que Andor Yorec voltou para se vingar. Tinha de esmagá-los... Ou será que foi apenas medo e instinto de autopreservação? Instinto de sobrevivência? Não dá para saber.

Quando Andor se deu conta, tinha saltado pela janela se esborrachado no chão e se arrastado para longe do casarão. Viu homens do Bispo aparecerem, mas depois apagou.

Abriu os olhos estava em uma cama confortável, coberto de curativos. O Bispo estava do seu lado com um olhar severo.

- Está bem? - foi a primeira coisa que disse

- Você que me diga – respondeu Andor

- Fraturas, cortes, até maldição você levou. Mas conseguimos tratar tudo.

- Certo.

- “Certo”? Nem um “obrigado, Bispo”? - Telfor soou indignado

- Você nos usou. Teve lucro mais que suficiente. - vociferou Andor.

- …

- Onde está Aegon? - perguntou sem esperanças.

- Não sobrou nada Andor. Aquele fogo negro é maldito. Reduziu tudo a uma montanha de cinzas. - a voz do Bispo saiu trêmula de pavor.

- Que merda... E eu aqui ainda vivo... - resmungou tristemente, olhando suas mãos enfaixadas...

- Sim! Uma dádiva, não? Hahaha! Ao menos algo para comemorar – riu-se o Bispo enquanto Andor olhava para suas mãos cobertas de curativos.

- Dádiva? De quem? - a voz do mercenário era pura amargura. Como salvam a vida de alguém como ele e deixam morrer alguém como Livina? E ainda chama de dádiva? Ainda são respeitados por isso?!

- Ora, dos deuses! - respondeu como se fosse a coisa mais lógica.

- Pft. Eles que se fodam com suas dádivas. Podem pegar elas e enfiar... - o Bispo esbofeteou Andor perante as heresias. Andor se levantou ignorando as dores, agarrou o Bispo pelo colarinho e o arremessou pela janela.

- ARGH! - o Bispo se desesperou e chamou por ajuda dos guardas.

- Só não te mato, Bispo, porque ao menos defendeu sua fé de merda.

- Eu ia te contratar seu troglodita, torná-lo chefe da minha guarda, já que sou o novo prefeito! Mas não! Você é só um animal incivilizado que faz merda! Você cospe naqueles que te oferecem o melhor! Você trai a confiança dos outros! Você é um covarde! Você não presta! - o Bispo vociferou sem saber que Andor reconhecia as acusações.

- É. Eu não presto mesmo - em silêncio, pegou suas coisas. Fugira do casarão por vingança? Ou por covardia? Nem lembrava como saltou pela janela. Isso parecia ser coisa do desespero. Do medo. Ele era covarde. Ele só trazia merda consigo... Mancando e andando com dificuldade, saiu da cidade de Slétia, puxando o cavalo baio pela rédea. Era assim, sempre na estrada. Precisava de poder. Mais poder...

Semanas depois, em outra cidade, ouviriam a respeito de uma guilda de mercenários, chamada Mão de Ferro, cujo membro mais ativo usava uma espada de duas mãos e era um boêmio fdp...


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