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 Sala de Anthony Crowley
The X
Posted: Sep 16 2007, 03:42 PM


Administrator
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Group: Administrador
Posts: 338
Member No.: 1
Joined: 3-September 07



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Anthony L. Crowley
Posted: Jun 27 2008, 04:16 AM


Wolf in wolf pelt
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Group: Acólitos,
Posts: 34
Member No.: 109
Joined: 30-March 08




Acordei logo pela manhã ao ouvir o barulho da porta de meu quarto se abrir. A pequena criança loira pulou ao meu lado e me abraçou por entre os lençóis, tive vontade lhe dar algo que nunca recebera. Mas mesmo eu nunca havia recebido um abraço fraternal sem que eu estivesse no minimo com todas as frestas de pele coberta. Esperei em um silencio mórbido que a criança saísse e eu pudesse me mover sem me preocupar em causar a morte de um dos moradores daquela base. Depois que ela se saiu arrumei-me na cama em busca de alguma posição para me acalmar da raiva que senti na noite anterior. Mas parecia que nenhum jeito que eu me deitasse aliviaria o aperto que sentia em meu coração. Esperei por um sono que não me veio e memorias que vieram e assolaram minha mente. Me levantei e olhei para as marcas metálicas em meu corpo, com meu poder todas elas saíram dando lugar para uma pequena marca que lembrava um furo. Estavam todos arroxeados ao redor mas pelo menos não sangrariam mais. Deixei uma pequena esfera de metal cair no chão. Talvez eu estivesse sentindo alguma fraqueza interior, deixando que meus pensamentos se abstraíssem de mais para o nada ou o tudo. Estou condenado a uma condição, eu estarei sozinho nessa empreitada...acho.

Caminhei ate o armário e peguei uma combinação de roupas qualquer, procurei alguns segundo para ter uma combinação normal e nem um pouco fora do estilo. Calcei meus sapatos e desci as escadas em direção a sala, novamente encontrava a casa em um completo silencio. Talvez estivesse começando a me acostumar com esse silencio, ou eu quero me despedir desse silencio? Eu realmente não sei o que eu queria. Talvez o silencio e ordenar minhas mente e os meu pensamentos. Foi então que vi o pequeno corpo metálico de minha irmã vindo em minha direção. Olhei para ele por alguns segundos e ela ergueu o punho faltante. - Queira me desculpar Mary, acho que estou desatento agora. – Falei de forma evasiva para a pequena endiabrada. Assenti em silencio e fechei os olhos. - Não entendo do que você fala, eu apenas dormi. Acho que você talvez seja muito nova para pensar nisso. – disse por fim dando um pequeno basta nessa discussão infrutífera com minha irmã. Não sei porque as vezes me martirizo por algo que pequenos demônios falam. - Deixe-me ajuda-la de uma maneira mais pratica. – A cabeça dela se desprendeu do resto do corpo e começou a orbitar ao meu redor. Logo em seguida veio a de meu irmão que privei do uso de um corpo por um leve descuido ontem.

- Vocês dois sabem que a imagem de um fraco e o que fortalece um homem, no caso o pensamento de minha loucura me fortalece. Ameacem isso novamente e acabarão igual ao pai de vocês. – Me referia ao meu padrasto que no caso todos pensaram ser meu pai de criação, não importava realmente quem ele era. Só que ele era um pedaço de metal que estaria sendo fossilizado em Londres, minhas pernas se moveram e eu subi as escadas de novo com aquelas duas cabeças metálicas me circundando. O corpos ou no caso de meu irmão uma massa de ferro derretido flutuavam em direção a sala onde guardava os objetos de estima do grupo. Voltando para a minha caminhada, subi as escadas e entrei em minha sala. Sentei-me na cadeira e debrucei-me sobre meus braços encima da mesa. Ao menos a minha pequena irmã tinha me dado algo no que pensar, e assim fiquei pensando. Ate voltar a realidade com um barulho na porta.

- Jakob?! – Minha voz soou fraca por entre meus braços sobre a mesa em um tom de pergunta e uma afirmação, levantei meu rosto apenas para observar o homem na porta. Sorri, mesmo que tenha saido um riso forçado, lhe indiquei uma cadeira para que se sentasse. Eu por um lado recuperei minha energia e por outro deixei que tramassem contra nos sem nada poder fazer contra. Senti que estava derrotado por enquanto, e esse gosto parecia estar mais amargo em minha boca do que eu já imaginei. Onde eu estou com a minha mente mesmo? Estou me negligenciado? Não sei de mais nada. Antes de que os pensamentos tomassem conta de meu ser eu olhei para o homem. - Como acha que estamos indo? – Talvez eu quisesse ouvir da pessoa que iniciou a jornada comigo que estamos tendo algum progresso, que estamos quase prontos para seguir adiante com tudo isso. Achei que nem mesmo eu sei o que eu quero, continuei a olhar com meu olhos castanhos escuros, já que os vermelhos apenas aparecem durante a noite.

- Pretende fazer algo? – Me silencio, não me sentia exatamente digno de estar liderando um grupo contra a humanidade se estava deixando que ela fomentasse uma rebelião contra nos os mutantes e crescesse em numero de indgnos. Meus irmãos ignoraram todas as coisas que eu lhes disse, sorri para Jakob, algo me atingiu em cheio. Recuperando o meu semblante autoritario, talvez pela primeira vez ouvisse algo que realmente me atingisse em cheio. - Hum, Talvez queira sair em busca de alguem para você martirizar? Ou alguem que talvez venha a ser util?Aqueles que trouxe ontem não me deram motivo para que desgostasse deles, por enquanto..quando derem. – Disse erguendo minha mão lentamente enquanto falava, fiquei fascinado com ela por alguns segundo. Minha segunda arma, talvez mais mortal que o meu poder em si sorri para Jakob como forma de incentivo. Não havia nada a perder, se querem saber o que meus irmãos me disseram eu lhes digo.

Crowley

Jakob Belimawr
Posted: Jul 5 2008, 01:21 AM


Novato
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Group: Acólitos
Posts: 7
Member No.: 171
Joined: 8-April 08



A noite que se seguiu à tortura de Mary realmente teria vindo para lhe esclarecer muitas das questões que, por grande parte de sua vida, lhe permearam a mente lhe incutindo duvidas que ele mesmo não teria sido capaz de sanar. Seja por suas características mentais, seja pela grave deturpação de seu senso. Aquela noite mal-dormida lhe seria, decerto, seu mais precioso tesouro pelo resto de seus dias. Tal como dito no livro sagrado dos cristãos, aquele crepúsculo sangrento teria marcado um capitulo novo em sua vida, o capitulo das revelações.

Nada poderia precisar que tipo de visita Jakob havia tido na noite anterior, mas o barulhos vindo de seu quarto garantiriam muitas especulações sobre o real estado de sanidade do rapaz. Jakob parecia ter conversado consigo mesmo durante toda a noite e somente aquele de audição mais sensível poderia diferenciar as entonações que se alternaram constantemente durante a estranha conversa, a qual poderia ser escutava perfeitamente, mas raramente entendida, tratando-se de aramaico. Língua tal que Jakob não dominava até então.

O dia seguinte lhe teria sido como qualquer outro dia, na qual iria cumprir as tarefas enfadonhas de sempre, ou simplesmente se manter naquele caminho incorreto ao qual se submetia sob influencia de Anthony. Infelizmente esses dias de ‘diversão’ estavam contados. Tinha conseguido planos mais interessantes para seguir, tinha vislumbrado coisas que jamais imaginara. Quem diria que do âmago de uma simples tortura psicológica, Jakob conseguiria extrair o mais puro néctar de entendimento. Ou, quem sabe, o fel concentrado de toda a sua loucura... ainda que o nome de seu visitante fosse feito para ser esquecido, e até mesmo a visita fosse esquecida, aquilo que lhe havia sido mostrado naqueles infindáveis segundos de tempestade haveria de estar marcado em seu subconsciente, como um mandamento entalhado fora do tempo dos homens, posto fora do alcance mortal. E assim a história havia lhe sido desvendada como um quadro de fácil entendimento, mas de simbolismos mil, intrínsecos à sua própria natureza distorcida. Era como se enxergasse na tapeçaria das moiras, o seu porque, o seu lugar na cortina de éter.

A roupa lhe caberia bem, o linho se fartava sob sua pele, gozando de sua perene estadia no corpo do moreno. O tecido inconseqüente riscava de giz o modelo sóbrio que Jakob ostentava. O perfume descartável não lhe era o mais querido dos acessórios, mas ainda se fazia presente com suas notas almiscaradas escondendo-se sob o olor madeira das papoulas cuja alma borbulhava num caldeirão de porcos, onde se embebia em sua banha. Porcos usurpadores que tiravam das pequenas flores a essência que lhe perfumava numa canção alucinógena de ópio. O pescoço esguio e os dígitos longos se punham nus, apenas seu punho ostentava o dourado do relógio que era parcialmente encoberto pelo linho branco de suas roupas; nas mãos apenas a bengala que, ainda que desnecessária, era a peça na qual Jakob havia se apegado nos últimos dias.

Seus passos pelo corredor cessaram ao alcançarem a porta onde estava Anthony. Tocou o metal frio com as mãos e girou a maçaneta, atentando Anthony à sua chegada. Os olhos sibilaram toda a dependência até chegar nos de Anthony que se punha sentado à mesa. A voz de Anthony lhe era familiar, mas nesse dia especifico, ela parecia carregar alguma coisa consigo. Algo que Jakob não sabia o que era, mas ainda assim, não lhe agradava. As perguntas e palavras vieram ao montes e tão logo ele findou a primeira das perguntas relevante, a porta do escritório era fechada por Jakob, em suas costas.
– Deixa-me salientar somente que, brincar de pega-pega pode lhe parecer divertido e, se realmente você pensa dessa maneira, acredito que estamos no caminho certo. Mas se você realmente quer fazer alguma coisa que vá ser vista, acho que é hora de pensar feito gente grande e começar a brincar feito gente grande. – Se Anthony esperava sinceridade, Jakob a havia cuspido na cara, sem qualquer amenidades.

Os passos pesados de Jakob iam para mais próximo de sua mesa conforme os olhos do moreno lhe enxergavam a silhueta masculina.
– Se me permite ser franco mais uma vez, eu não me importo com aqueles que trouxe ontem, se eles lhe desapontarem, mande-os para eu ter uma palavra com eles. – Sorriu internamente. Estava ocupado no dia de hoje, tinha ainda muito que fazer. Tinha ainda quem visitar. – Agora, se não se importa, eu tenho um almoço marcado com alguém que talvez lhe agrade conhecer. Se me der licença, não gostaria de me atrasar. – Sorriu para Anthony antes de deixar sua sala. Estava de olho em um menino malvado que talvez fosse gostar de brincar naquele jogo de pega-pega. Deixou o escritório de Anthony rumando para fora da sede.
Anthony L. Crowley
Posted: Jul 14 2008, 12:34 AM


Wolf in wolf pelt
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Group: Acólitos,
Posts: 34
Member No.: 109
Joined: 30-March 08




Jakob era a pessoa mais próxima da família que possuía, ate mesmo que eu viesse a ter. Tratando-me da mesma forma como se trata uma criança, não havia ódio ou rancor em sua voz. Mas era uma voz fria, alguém que pouco se importava com os outros. Alguém que sentiu as mudanças que sofri nesse curto período de tempo, horas talvez. Não era a minha culpa, talvez os sinais de duvidas e hesitações que surgiam fossem passageiros. Talvez estivesse tentando me enganar, talvez ele estivesse certo. Senti que minha alma começou a queimar de forma intensa, eu tenho a razão. O único joguete que existe nesse mundo eram criados pelos humanos. Criaturas dotadas de aspirações a vilania maiores do que o próprio Crowley, pois aonde viam a maldade em minha alma eu vejo bondade. Não fim não me importa, não existe paz se o derramamento de sangue. Ninguém esta pronto para isso, ninguém quer realmente fazer isso. Quando digo ninguém me refiro aos mutantes covardes que se escondem tentando mostrar uma certa normalidade para a sociedade hipócrita humana.

- Não Jakob. – A principio minha voz saiu mais fria que o desejado, não havia por que lutar contra a liderança que eu simplesmente aclamava a mim. - Brincar, a única coisa com que eu brinco e a vida dos humanos, a forma como eles vão morrer. – lembro com isso de um pequeno conto sobre o lobo e o leão, que o homem apenas percebe o lobo dentro de sua casa depois do leão se colocar na porta. O resto e apenas uma historia sem o final feliz. Mas era disso que os humanos gostam, drama e nada de finais felizes. Com um sorriso enviesado em meu rosto eu olhei para Jakob, se existe alguém que me atire rápido na realidade e ele, me recostei na cadeira e cruzei os braços sobre o meu peito. Levei meu plegar e indicador e apertei meus olhos. - Não se preocupe, não somos inimigos ocultos como você esta pensando.

A tensão tornou-se plausível, talvez ela viesse mais da mim do que do homem. Para ele o mundo era apenas um nada. Eu continuei a ouvi-lo, seu tom formal e sua voz melodiosa. O musico com ares de um assassino, se despediu da mesma forma que chegou. Gostava do homem, isso era inegável. O via como um irmão mais velho. Era o meu mentor e me ajudou em momento como o de agora. Segundos depois ele estava do lado de fora da sala, disse que ia se encontrar com alguém que eu gostaria de conhecer. Fiquei curioso e verdade, gostaria de ver quem era o amigo misterioso dele.

- Ate logo amigo. – Disse para ma sala vazia, onde apenas a presença de seus irmão me tiravam da total solidão. Senti a presença ou melhor a energia de Jakob indo embora. Agora eu estava sozinho pela base. Me levantei de minha mesa e fui para o corredor. Não havia nenhum ser vivo naquelas instalações. Eu era a única criatura ali colocada, sai de minha sala e caminhei pelos corredores. Passei pelos quartos ocupados, havia a mulher. Estava desmaiada ainda. Aproximei-me de sua cama e curvei-me. Beijei a sua testa, transformei seu corpo em alguns segundos em metal. Seu corpo se levantou e sentou-se na cama. Começou a caminhar com as próprias pernas. Saiu da base e eu fui seguindo seu corpo metálico. Do lado de forma ela se partiu em diversos pedaços e se espalhou pela entrada. Colocando-se dentro da terra, uma proteção extra e natural. A boa ação que a Loira fez para os acólitos. Voltei para dentro, não me sentia bem ao fazer isso com um semelhante. Mas era preciso, chega de fraqueza, chega de humanos.
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