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le plus beau du quartier, brooklyn
| Antoniete L. Devereux |
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Novato

Group: Irmandade
Posts: 8
Member No.: 130
Joined: 31-March 08

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no instituto. Durante aqueles poucos minutos que ousei ficar naquele ambiente repleto do ódio mortal que Emma sentia por aquelas pessoas com as quais lutava, conseguia sentir a mesma raiva insana de minha companheira penetrar minhas entranhas. Eu já sentia uma raiva descontrolada por toda aquela bondade, toda aquela pureza, na verdade nem tão boa, pura ou mesmo ingênua pois convenhamos caro leitor, daquele antro pode-se sair almas tão perigosas quanto a minha.
Tive medo de Emma. Aquela boneca de porcelana estava completamente raivosa e descontrolada, mais do que qualquer outra vez que lhe vira durante todos esses anos de "amizade". A mulher que já me ajudar a destruir mil e um lugares, semear a discórdia por diversas vezes agora era capaz de me matar se possível. E eu, num surto nem tão momentâneo, desesperado por atenção ainda lhe provocava cada vez mais.
A batalha entre eles continuava, Aleister já não estava mais ao meu lado. Não era mais meu companheiro, alguém que poderia me salvar. não que eu precisasse de tal coisa, eu sabia me virar sozinha muitíssimo bem, mas afinal, para uma descontrolada pode-se imaginar tudo. A atenção pela qual eu berrava nunca vinha ao meu encontro; lá parei, observei, percebi tudo. Eles não precisavam daquilo, nem eu mesma precisava daquilo. Quis chamar Aleister, fazer o que já havia dado a entender que faria consigo ao fim da noite, mas não pude. Aquela luta, a fúria de Emma, o desdém de Arthur me prendiam ali. E o maldito Aleister que não vinha!
Ousei ficar naquele lugar durante mais alguns segundos, mas nada daquele homem que me acompanhara até ali. Senti uma pontada no peito, sussurrei dramaticamente seu nome, aos poucos, sentindo um leve aperto a cada sílaba sussurrada. Não que eu sentisse muito por ele ou coisa do gênero. Sentimentos são sujos, impuros e muitas vezes, mais cruéis do que eu mesma gostaria que fossem; sentimentos eu só poderia sentir por uma pessoa que não estaria ali e nem estaria tão cedo. Mas algo me tocou e eu já não poderia fazer nada.
Corri, corri, corri. Corri para o mais longe que o vento pudesse me levar, para que minha vida tomasse um sério rumo. E então o mesmo apartamento pequeno, empoeirado e com diversos panos sobre os móveis me recebera de braços abertos, com uma doçura inimaginável. Lá não tinha ninguém me esperando, acho que nem eu mesma gostaria de ter, mas enfim... no brooklyn. BASTA! Basta dessa misericórdia alheia para com os meus pecados; chega desses meus ataques loucos; cansei, cansei dessa vida profana que levo, dessa minha vontade de querer ser o centro das atenções a todo momento! Percebi que a vida está se dissipando aos poucos; estou perdendo-me dos ideais dos meus irmãos, aqueles mesmos ideais que tanto luto e destruo para conseguir realizá-los. As palavras saem de meus lábios com muito esforço, já não sou mais aquela Antoniete tão cheia daqueles irônicos adjetivos que marcaram minha existência.
Às vezes tenho a certeza de que vou explodir. Não sou nenhuma adolescente, cheia daqueles pseudo-problemas high school banais. Queria ter a certeza de que tudo isso irá passar; queria sentir meus pulsos com a mesma vivacidade de antes. Irei lhe deixar em paz, caro leitor, estou cansada dessas minhas reclamações absurdas. Mas como um último porém, quero deixar bem clar que essa conversa não passou de um pequeno texto verborrágico.
No meio da poeira do apartamento trancado por anos, deixe-me cair no sofá após tirar o lençol que lhe cobria. Lancei meu próprio corpo mórbido ao local, o cansaço não só físico como psicológico havia tomado conta de meu corpo. Por fim, algumas lágrimas cairam após refletir sobre o insano dia do qual eu passei. Tenho a sensação de que não sou tão profana quanto pareço ser.
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