Free Forums with no limits on posts or members.
InvisionFree - Free Forum Hosting
Welcome to X-MEN: u n l i m i t e d. We hope you enjoy your visit.


You're currently viewing our forum as a guest. This means you are limited to certain areas of the board and there are some features you can't use. If you join our community, you'll be able to access member-only sections, and use many member-only features such as customizing your profile, sending personal messages, and voting in polls. Registration is simple, fast, and completely free.


Join our community!


If you're already a member please log in to your account to access all of our features:

Name:   Password:









Atenção: mudamos para a board nova!


Pages: (5) « First ... 3 4 [5]  ( Go to first unread post )

 Red-Red-Red, Park Slope, Brooklyn
Emma Steinn
Posted: Jun 26 2008, 07:06 PM


You don't wanna mess with me
Group Icon

Group: Irmandade,
Posts: 42
Member No.: 125
Joined: 30-March 08



As sensações que ele provocava em seu corpo com as provocações de seus lábios e sussurros entrecortados por gemidos e promessas faziam com que Emma apenas o desejasse cada vez mais. Apenas Vilhelm conseguia despertar esse seu lado, que por muito tempo acreditou nem mesmo existir, já que nunca sentira por ninguém o desejo que sentia pelo homem loiro. Carícias eram trocadas por mãos agitadas e trêmulas que corriam pelos corpos nus querendo tatear e sentir cada centímetro do corpo alheio, descobrindo partes novas, arrepios novos e ânsias que se revelavam aos poucos cada vez mais fortes. Bocas ansiosas se grudavam em partes do corpo, se encontravam e se despediam para buscarem novas partes, novas mordidas e beijar arranhões causados por ambos. A dança prosseguia de maneira ritmada, acompanhando o coração que se acelerava conforme o desejo corria com mais ardor pelos seus corpos e Emma sentiu o arrepio correr seu ventre quando Vilhelm se afastou de seu corpo para então voltar a tomá-la e possuí-la. Agarrou-se a ele e entrou de corpo e alma na dança, fazendo com que seu corpo bailasse com os movimentos até que não pôde mais suportar e deixou o grito e o gemido escaparem por entre os lábios quando o gozo a tomou por completo.

Vilhelm deitou-se ao seu lado declarando seu amor na própria língua de Emma o que fez com que ela sorrisse com a tentativa gentil de demonstrar que se importava com ela e suas raízes. Sentiu o abraço carinhoso, trazendo o corpo de Emma para perto do seu mais uma vez, como se os dois não aguentassem ficar longe por tempo demais um do outro, e beijou-o de volta, entregando-se aos carinhos e afagos depois da união. Acariciava seu peito devagar, até que seus dedos se encontraram com os dedos de Vilhelm e passou alguns segundos brincando com ele, tocando as pontas dos dedos umas nas outras, entrelaçando-os e subindo e descendo em toques macios e carinhosos. Podia muito bem deixar-se perder em momentos frágeis como aquele que compartilhavam e vagar ao lado de Vilhelm eternamente, porém havia outras necessidades que os envolviam e a fome era uma delas.

Puxou os joelhos para cima, apoiando-se com eles no colchão até ficar ajoelhada ao lado de Vilhelm. Pousou um beijo delicado em seus lábios, sentindo a vontade de ficar ao lado dele voltar rapidamente, mas forçou seu corpo para cima, passando com as pernas por cima de seu tronco, não sem antes provocá-lo com o olhar, e saltar para fora da cama em direção do armário. Emma, com as energias recuperadas, bem poderia vestir-se à sua maneira, escolhendo alguma roupa que quisesse e fazendo com que ela surgisse em volta de seu corpo, moldando-se a ele, porém, decidiu-se por uma outra opção. Abriu a porta do armário e cantarolou alguma canção enquanto procurava com os olhos o que mais lhe agradasse e, assim que encontrou, estendeu a mão em direção ao cabide e tirou a camisa branca com listras finas de Vilhelm e se vestiu com ela. Virou-se para Vilhelm enquanto abotoava os botões e sorriu para ele, usando sua camisa de manga comprida como se fosse um vestido.

- Vou preparar nosso café da manhã, mein liebe. Caminhou até ele para beijar seu rosto mais uma vez e seguiu em direção a porta, ainda cantarolando baixinho. Se fosse no passado, a raiva que havia surgido em Emma no dia anterior jamais teria se extinguido da maneira como aconteceu daquela vez. Emma teria arrasado quarteirões e casas, matado pessoas e animais, até descobrir se era verdade o que havia ouvido e jamais teria hesitado a matar Arthur, fosse ele culpado ou não. Vilhelm significava mudança, embora a essência de Emma ainda continuasse a queimar em chamas negras em sua alma, seu ardor havia se direcionado para outros lados e suas chamas pareciam queimar apenas o que realmente importava.

Desceu as escadas rapidamente até chegar na sala de estar e partir para a cozinha sem parar. O duplex ainda se encontrava num silêncio terrível, como se realmente os únicos moradores do lugar fossem o casal recém descoberto, o que começava a preocupar Emma. Entretanto, apesar das preocupações que surgiam com as dúvidas, Emma começou a mexer nos utensílios de cozinha, separar os ingredientes batendo as portas dos armários e espalhando tudo por cima da bancada. Separou a farinha, o açúcar, ovos, leite e o fermento em pó e começou a misturá-los como lembrava que devia fazer. Untou a máquina que havia tirado de um dos armário e jogou a massa depois de preparada, fechando a tampa da máquina e esperando os minutos passarem, enquanto limpava o rosto da farinha que havia usado.

O cheiro da massa começou a surgir em pouco tempo, alastrando-se rapidamente pela cozinha e começando a ganhar a sala de estar. Emma pegou dois pratos e colocou-os em cima da bancada enquanto esperava. Em alguns minutos a luz do aparelho se acendeu, avisando que a massa estava pronto para ser retirada. Abriu devagar a tampa, deixando que o vapor saísse quente junto com o aroma delicioso e aspirou a tudo. Serviu os waffles, colocando um pouco de melado por cima e um morango ao lado para decorar o prato. A manhã havia começado de uma maneira deliciosa e ela tencionava que o dia permanecesse do mesmo jeito que começara.
Vilhelm Lefu
Posted: Jun 26 2008, 10:20 PM


Personal Death
Group Icon

Group: Irmandade,
Posts: 42
Member No.: 126
Joined: 30-March 08



Emma se levantou da cama passando por cima de Vil, fez isso em tom de provocação pois os dois sabiam que era muito mais fácil sair pelo outro lado. Ela pulou do para o chão do quarto do mesmo jeito que estava na cama, mostrando todo o seu corpo nu e branco, corpo que compartilhava momento íntimos com ele e também o levava as alturas a qualquer hora. Ele abriu as partas do armário e agora volta a se mostrar como uma criança travessa. O que muito provavelmente ambos eram afinal perderam a infância e a humanidade por causa de seus poderes, o que talvez não seja uma verdade realmente ou apenas uma meia verdade a respeito de um dos dois. Emma colocou uma camisa dele e com um sorriso de uma criança que acabara de aprontar alguma travessura. Ele sorriu junto com ela ao ver o resultado da junção da camisa e o corpo dela. Ela informou qual era o motivo dela fazer isso e foi para a cozinha preparar o café da manhã. Ela partiu do quarto, não sem antes lhe pousar um beijo no rosto. Sumiu pelo vão da porta.

O único som que ele ouvia naquela casa era o de Emma se dirigindo para a cozinha do duplex, mas nenhum sinal dos outros moradores. Fechou os olhos na cama como se estivesse extasiado de mais para deixar os lençóis. Então saltou para fora da cama e recolheu as suas roupas espalhadas a o redor da cama e as vestiu. Depois disso ao invés de seguir para a cozinha foi primeiro para o banheiro apenas para lavar o rosto. E depois passou pelos outros cômodos e quartos para averiguar se algum dos outros moradores por um acaso não estava por ali. Olhou o quarto de Pandora e ele estava vazio, com o de Marco foi a mesma coisa. Deu os ombros apesar da estranheza dos desaparecimento de ambos e foi em direção a cozinha. No cômodo da sala já estava sentindo o cheiro da massa sendo feita pela maquina de waffles. Ao menos Emma ainda não havia tentado desistir de preparar seus pratos de maneira convencional, mesmo que isso as vezes significasse cometer algum deslize culinário o que ate agora Vilhelm não testemunhou nenhum. Fechou os olhos no pequeno corredor que ligava a sala a cozinha e entrou nela como se estivesse seguindo o cheiro e sorriu para Emma.

Dois pratos foram colocados lado a lado, e uma verdadeira bagunça de ingredientes estava feito sobre o balcão. Entrou fazendo com que os ingredientes se guardassem em seus respectivos lugares de armazenamento. E logo se sentou na bancada ainda sorrindo para ela, buscava algum sinal de que ela não tenha gostado dele ter arrumado as coisas no armário. Fico em silencio enquanto olhava para Emma, ao menos ela estava muito satisfeita com a sua criação. E ele não podia deixar de se sentir igualmente por ver que o dia continuava como havia começado.

- Me desculpa, mas achei que você ia gostar de uma ajuda com a arrumação. – Sabiam melhor do que ninguém que ela não ia precisar de ajuda porque ela mesmo conseguia fazer com que os ingredientes viesse ou sumissem. Mas não deixaria que Emma adotasse essa atitude auto-suficiente ao seu lado. O dia do lado de fora de casa apesar da tempestade da noite anterior se abria como um belo dia. Ao menos ele passava essa falsa impressão, talvez um ótimo dia para que se saíssem. Mas na verdade apenas mostrava que havia se acalmado desde a noite anterior, segurou a mão de Emma enquanto ela vinha se sentar ao seu lado. - Acho que os vizinhos devem adorar os cheiros que você proporciona a eles. – Disse enquanto lhe beijava na bochecha.

Pegou o seu prato com a Waffle e começou a partir usando seus talheres, mordeu o primeiro pedaço e sentiu o gostosa da maça e a cobertura melada que ela havia utilizado. Com um sorriso ele fez com que os talheres fugissem da mão de Emma e começassem a dançar em sua frente como dois bailarinos, o garfo voltado para baixo fazia o papel da mulher e o seu vestido e a faca conduzia. A dança era totalmente calculada para que partissem em pedaços para ela. Ta certo que poderia se pensar que qualquer um pensaria que ele estava agora a tratando como criança, mas não foi esse o motivo. Ele segurou as mãos dela e a beijou mais uma vez, beijou com todo o cuidado Emma, todo o carinho que conseguia transmitir em um beijo para ela. Cuidava dela agora porque sentia como se ela fosse uma jóia frágil, uma pessoa que já passou por problemas de mais e ainda era jovem para ser tão desgostosa com a vida. Ele tocou os cabelos dela e acariciou, afastou o rosto de um do outro abrindo lentamente os olhos e vendo o rosto delicado dela. Ainda com a mão no cabelo dela ele a puxou mais para perto para lhe dar um beijo na bochecha.

- Pode comer meu amor. Eu achei que ficou excelente. – Os talheres pousaram sobre o prato um de cada lado do prato. Mas antes dela pegar ele pegou o garfo e espetou um pedaço e levou a boca dela. Para ela ele se deixava ter uma intimidade tão grande como a de lhe dar comida na boca. Esperou que ela mordesse e estendeu o garfo para ela poder segurar e comer por si. Ele sorria, de uma forma que ela nunca o viu fazer antes. De uma forma especial que apenas ela via. Os demônios agradeciam aos seus por terem se encontrado e poderem compartilhar essa refeição.
Emma Steinn
Posted: Jun 30 2008, 12:44 AM


You don't wanna mess with me
Group Icon

Group: Irmandade,
Posts: 42
Member No.: 125
Joined: 30-March 08



Mesmo que ela fosse louca por limpeza ou pelo controle de todas as coisas que estava fazendo, ela jamais ficaria irritada com Vilhelm, ainda mais por ele demonstrar carinho e ajudá-la com a bagunça que acabara fazendo para preparar o café da manhã à moda tradicional, sem usar seus poderes. Aprendeu com o tempo que dessa maneira ela resguardava energia para os momentos que mais precisava.

- Bem, pelo menos devem gostar quando eu não queimo nada... Emma mordeu o lábio inferior, segurando o riso e o rubor que poderia invadir suas bochechas ao lembrar das catástrofes que já causara sozinha na cozinha.

Os waffles estavam servidos diante deles em pratos de louça negra e quadrada e Emma estava se preparando para servir-se quando seus talheres começaram a bailar em sua frente, uma valsa silenciosa e amorosa. Virou-se para Vil e não pôde deixar de sorrir ao ver seu rosto compenetrado e sorridente, todo enamorado pela garota ao seu lado. Emma teve vontade de apertá-lo com força e trazê-lo junto ao seu corpo, distribuindo beijos por todo seu rosto e falando “eu te amo” sem parar nem para respirar, porém, ao invés disso, posou sua mão no colo dele, cobrindo a mão de Vil com a sua e afagando-a em seguida.

Quando voltou seu rosto para frente o waffle já estava cortado em cubos do tamanho exato para caberem em sua boca e, mesmo que aquilo pudesse ser visto como um ato tolo, ou um ato que diminuía a garota, Emma sentiu seu coração pulsar mais forte em seu peito. Sentiu o afago em seus cabelos e o beijo de Vil em sua bochecha, seguido da voz dele avisando que ela poderia comer, entretanto, quem daria comida para ela seria o próprio Vil, que se apressara e espetara um dos pedaços cortados previamente para alimentar a amada Emma abriu os lábios, deixando que ele colocasse o garfo em sua boca e fechou os dentes, puxando o pedaço de waffle para dentro da boca. Mastigou alguns minutos, revirando os olhos enquanto deixava a massa ser jogada de um lado para o outro enquanto os dentes faziam seu trabalho e a trituravam.

Depois de ter engolido, permaneceu alguns segundos mais em silêncio até que seus lábios se abriram novamente para falar. - Hmmm... eu acho que o melado tá bem gostoso mesmo. Pegou o pote de melado, deixou um pouco escorrer em seu dedo indicador e lambuzou os lábios de Vilhelm com ele, lambendo a sujeira que fizera em seguida, lentamente. - Mas fica muito melhor assim... o que me dá idéias. Lambeu seus próprios lábios em seguida, passando a ponta de um dedo limpo no canto dos lábios de Vil.

Terminaram de comer os pedaços, entre provocações, carinhos e palavras tão doces quanto o melado que cobria o waffle. Emma fez os pratos vazios e os talheres rodopiarem no ar acima de suas cabeças uma vez, limpando toda a sujeira e guardou-os no armário. - Essa parte já não é mais tão divertida como toda a preparação... Girou nos calcanhares na cozinha até que seus olhos se depararam com seu celular em pedaços em um dos cantos, resultado da noite passada. Uma onde de lembranças recheada de fúria começou a se formar, mas Emma lutou contra as falas esparsas de Carl em seu ouvido, sussurrando a morte de sua irmã em Little Italy.

O que sobrara de seu celular se ergueu do chão, pairou no ar por alguns segundos, e Emma estendeu a mão para pegá-lo, suspirando. - Os olhos dele não eram os de um mentiroso, Vil... Lembrara-se do rosto dele se modificando, mostrando a ela todas as pessoas que haviam morrido por ele e de seus olhos. Lembrara-se que havia feito uma promessa para si mesma na noite passada e investigaria sobre Anni. Ajeitou as peças novamente no lugar e guardou o telefone no bolso da jaqueta que surgia sobre seu peito acompanhada de calça jeans que começava a cobrir seu corpo delgado. - Quer dar uma volta, mein liebe?
Vilhelm Lefu
Posted: Jul 11 2008, 06:39 PM


Personal Death
Group Icon

Group: Irmandade,
Posts: 42
Member No.: 126
Joined: 30-March 08



Havia tanto para que um falasse para o outro, mas se contentavam apenas com um simples feito humano. Na verdade estavam ali juntos comendo em silencio sem nem ao menos pensarem que isso era algo que os humanos também faziam. Mas era uma necessidade básica para os dois, seus corpos precisavam ser alimentados. Na verdade já estavam quase perdendo a imagem de monstros sem corações, porque se amavam. Eram os dois demônios que dançavam e cantavam enquanto o mundo sucumbia. Dois arautos da destruição, mas mesmo assim se amavam. E parecia impossível que algum meio mundano viesse separá-los. Pelo menos sabiam que tiveram tentativas, mas também tiveram ajuda. Nada realmente importava agora, nada alem do café da manhã.

Estavam perdidos no café da manhã romântico, nem ao menos repararam que o relógio na parede já marcava dez horas. Eles continuaram com o desjejum de forma displicente. Ela o lambuzara com o melado, antes mesmo de que Vilhelm pudesse entender o que estava acontecendo ela já estava usando a língua para limpar a própria sujeira. Assim passaram os minutos finais do seu café da manhã completamente alheios aos acontecimentos exteriores. Emma dizia ser um pouco mais chata essa parte, ele sorriu para ela e a encarou nos olhos. - Mas de qualquer jeito fazem parte da refeição. Não importando a forma que você use para limpar os pratos. – Disse com um sorriso, porque ela fez com que toda a sujeira desaparecesse. Depois disso tudo pronto se levantaram. Resquícios da noite passada ainda estavam ali, fazendo-se presente na forma do celular quebrado. Pegando o celular na mão Emma sofreu uma enxurrada de lembranças em sua mente. Chegando a constatar algo que não era a verdade, poderia abrir os olhos dela agora ou deixar que a mentira e a loucura de Carl se afundasse mais ainda na mente de Emma.

- Não? Então talvez não fosse mesmo. – Disse por fim, revelando-se como alguém que sabia de algo a mais que Emma, ele silenciou-se enquanto a garota começou a mudar as roupas, trocando de Vil por uma roupa que se adequava mais a ela. Ele começou a sair pela porta da cozinha, as nuvens que estavam durante a noite desapareceram por completo. Dando a entender que o sol se faria presente no dia. - Se você quiser querida, algo me diz que o tempo vai estar propicio. – Claro que isso foi algo que fez sentido apenas para ele, já que Emma não estava na superfície quando o controlador do clima foi morto. O que não era importante agora, ele saiu pela cozinha e começou a subir as escadas. - Vou subir e me trocar, já volto. – Começou a ir em direção a escada quando se voltou para Emma, parada na porta da cozinha, voltou ate ela e a beijou rapido nos lábios. - Já volto

Dito isso se virou e foi caminhando para o segundo andar, a casa continuava mergulhada em uma total penumbra, caminhou pelo corredor ate a porta onde agora era o quarto de ambos, abriu o guarda-roupa e começou a procurar por uma roupa, colocou calças pretas, uma camiseta com uma blusa de lã, tênis. Um processo rápido, não tão rápido como o de Emma, saiu para o corredor e fechou a porta de novo. O quarto do casal ainda tinha duas portas algo que teriam que arrumar depois. Olhou para a escuridão do corredor e viu que um pequeno raio de luz cortava o corredor por uma fresta na porta. Era o quarto de pandora, ele se aproximou dele silenciosamente e empurrou a porta com pouca força. Ela cedeu sem nenhum problema e ele olhou o lugar, provavelmente a primeira vez que o fazia.

O lugar estava vazio, talvez fosse a decoração de pandora ou talvez tivesse algo mais, algo que ele realmente não sabia. A janela estava fechada e apenas uma iluminação perto do espelho do quarto estava acesa. Ali um pedaço de papel balançava, agora que se acostumava com a pouca luz percebia que o guarda roupa estava aberto e as roupas já não mais estavam ali. Voltou-se então para a cômoda e o pequeno pedaço de papel, ele e o abriu e começou a ler. Alguns segundos depois ele já estava do lado de fora do quarto descendo as escadas ate o térreo de novo. O quarto estava vazio por um motivo, algo que ele deveria ter percebido mais rápido. Pandora partia e não deixava claro para onde ia, aquele bilhete era pra Emma. Ela já o esperava no pé da escada, desceu para se juntar a ela.

- Isso aqui parece que e seu. – Não entendia a ligação das duas, mas elas se firmaram a algum tempo atrás quando Emma precisou. Ele ficou em silencio enquanto ela lia o bilhete, olhando para o chão com os olhos vagos. Havia lido também, e algumas coisas ali escritas não faziam sentido algum. Somente quando ela acabou de ler ele se voltou para ela. - Tem alguma idéia para onde ir? – Provavelmente não poderiam andar nos arredores de casa pelo buraco que Emma havia deixado do lado de fora do duplex, e também precisariam falar com Marco se fosse o caso de se mudarem, essa enxurrada de pensamentos veio em poucos segundos, por uma pergunta que ele mesmo causara. Olhou para os olhos de Emma e se aproximou para abraçá-la. Não havia mais nada ali, apenas Emma e ele.
Emma Steinn
Posted: Jul 19 2008, 04:24 PM


You don't wanna mess with me
Group Icon

Group: Irmandade,
Posts: 42
Member No.: 125
Joined: 30-March 08



Ela deixou que seu olhar vagasse para o nada e depois encontrasse seu caminho de volta até o rosto de Vilhelm quando ele respondeu sua divagação. Pela primeira vez, desde a noite anterior, Emma pensou que talvez ele soubesse de mais coisas do que ele demonstrava, só não sabia o motivo dele esconder dela, se era para protegê-la ou o quê. Porém, resolveu deixar para que esse assunto fosse abordado em um outro momento, o dia parecia estar propício para caminhadas e passeios, ao menos era o que ele dissera e o que uma rápida constatação pela janela confirmava. Sorriu para ele, deixando que ele se afastasse e subisse as escadas para se trocar e encostou-se no balcão, apoiando o queixo nas mãos.

Sentia-se engraçada agora quando estava longe de Vilhelm. O que antes era algo comum, a solidão que abraça voluntariamente e sem dor alguma, agora parecia pinicar seu corpo com pequenas agulhas, como se as amarras que a prendiam em seu canto escuro já não mais existissem e devolvessem a ela a liberdade de desejar estar próxima a alguém que se importava, amava. Aquele sentimento novo e acalentador também lhe dava medo, exatamente por ser novo e diferente de tudo o que já havia se acostumado. Emma sentia-se caminhando em um labirinto escuro, com as palmas da mão estendidas para a frente, tentando tatear o lugar e encontrar a saída. Ela tinha medo de onde aquele lugar poderia dar, medo de encontrar coisas que pudessem ferir a fragilidade agora que a muralha que ela havia construído e fortificado por tantos anos havia sido demolida.

Estava começando a sentir a impaciência a tomar-lhe, saiu de perto da bancada e deu alguns passos tolos na sala, quase iniciando um daqueles círculos viciosos, e nem havia se passado tanto tempo assim, mas parecia tempo demais para que alguém se trocasse, e que esse alguém ficasse longe dela. Mordeu os lábios com força e obrigou-se a sentar-se no sofá, curvando o corpo para frente e colocando os dedos da mão direita na boca, apenas forçando o lábio inferior, ainda mordiscando-o levemente. Era muita tolice para alguém como ela, Emma pensou, mas seu corpo se retesou todo quando ouviu os passos de Vilhelm descendo a escada.

Virou o rosto em direção ao som, e ouviu sua voz ressoar assim que seu corpo entrou em seu campo de visão. Levantou-se rapidamente, franzindo as sobrancelhas, e dirigiu-se até Vilhelm, olhando para o que ele segurava na mão. Tirou delicadamente o pequeno papel de sua mão e o abriu, lendo as palavras que Pandora havia deixado como despedida, assim como o presente mágico que agora envolvia e protegia como uma irmã mais velha. Ela havia partido, então. Por isso a casa permanecera em silêncio por tanto tempo e, mesmo ela entendendo seus motivos, ainda assim sentia uma certa tristeza por perder a única pessoa que poderia ser considerada como amiga. Foi então que também se lembrou de Marco e sua ausência... teria ele também partido?

Dobrou o papel duas vezes e guardou-o no bolso de sua calça, a vida ainda existia e exigia que eles se movessem. Sorriu para Vilhelm e passou o braço pelo dele, aproximando seu corpo saudoso do dele, saciando a sede e a fome de proximidade que ela tanto ansiava. - Idéia alguma. Podemos andar sem rumo até que algo nos chame a atenção. Andaram em direção a saída, abrindo a porta, passando por ela e fechando-a atrás de si. O vento gostoso os recebeu, assim como as leves rajadas de sol que aqueciam suas peles. Vilhelm tinha mesmo razão, o clima estava ótimo e propício para passeios. Olhou para ele com um sorriso brincalhão e indagador, Vilhelm estava assistindo ou lendo sobre previsões de tempo agora? Ou acontecera algo mais durante a noite passada enquanto ela esteve ocupada em sua jornada ao centro da Terra? O momento certo para a conversa ainda chegaria, e ela era paciente. Ao menos ela estava paciente. Entretanto, a verdade era uma só: não importava para onde fosse, contanto que Vilhelm estivesse ao seu lado, paraíso ou inferno, não fazia a menor diferença.
InvisionFree - Free Forum Hosting
Free Forums. Reliable service with over 8 years of experience.
Learn More · Sign-up Now

Options Pages: (5) « First ... 3 4 [5] 



Hosted for free by InvisionFree* (Terms of Use: Updated 2/10/2010) | Powered by Invision Power Board v1.3 Final © 2003 IPS, Inc.
Page creation time: 0.2830 seconds | Archive