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O Pergaminho de Grandine
Após o Chunnin Shiken, a SFO tem orgulho de apresentar o 2º Grande Evento do Fórum, que promete causar grandes impactos nas vidas dos shinobis envolvidos! Enquanto os jogadores ainda não precisam atuar diretamente, acompanhem os posts, se inteirem do cenário relacionado ao Evento e preparem-se para se surpreenderem!
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 O Pergaminho de Grandine, Evento Especial
Hokage
Posted: May 27 2011, 03:17 PM


Hokage de Konoha
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Group: Kage
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Grandine

Segundo a lenda, Grandine foi uma kunoichi de amplo conhecimento nas artes medicinais que, a mais de 100 anos, tomou a iniciativa de compilar o conhecimento medicinal dos 5 países ninja em um único pergaminho.

Demonstrando grande sabedoria e habilidade, Grandine conquistou a confiança e simpatia de cada um dos Kages da época, e, mesmo durante os tempos de grande tensão entre os países, estes lhe permitiram ter acesso ao legado secreto de suas vilas, que fora usado para curar qualquer pessoa que necessitasse de ajuda, indiscriminadamente.

Sob o exemplo de Grandine - que em suas viagens conquistava discípulos não somente de sua arte, mas de seu próprio modo pacífico de ser - finalmente as animosidades dos Países Shinobi se dissiparam.

Depois de muitos anos de estudos e viagens, a sábia entregou o compêndio selado à proteção dos Kages e desapareceu. Não se sabe o que aconteceu a ela, mas alguns ninjas até os dias atuais afirmam ter visto em batalhas uma mulher desconhecida de longos cabelos brancos, salvando da morte os feridos.

O selo no pergaminho, desenvolvido de tal modo que suas técnicas apenas possam ser lidas por alguém que tenha o precioso objeto selado dentro do próprio corpo, até hoje é motivo de mistério. Sabe-se tão somente que ainda há muitas técnicas que ainda não são conhecidas dentro do mesmo.

Muitas casas, em qualquer dos países do continente, possuem retratos ou representações de Grandine como uma mulher trajando um manto branco, com olhos calmos e maternos, e a personagem se tornou atualmente quase um símbolo religioso para algumas seitas espalhadas pelo continente que a veneram como uma verdadeira deusa da paz e da cura.

Em respeito ao legado de Grandine, a cada 10 anos, desde seu desaparecimento, o pergaminho é selado dentro do corpo de uma kunoichi de uma das 5 Grandes Vilas, que recebe o título de “Shiro Hime” (Princesa Branca), que por muitos é considerada uma manifestação da alma de Grandine, reconhecida, por aqueles que acreditam, como uma Papisa da histórica figura. Essa transferência se provou uma tradição que permite um grande desenvolvimento das técnicas medicinais em todas as vilas.

Mesmo que qualquer dos países esteja em Guerra ou em situações políticas, econômicas e militares tensas, todo envolvimento ofensivo entre os países é interrompido durante os três dias em que os Kages saem de suas vilas até o local onde será efetuada a transição do pergaminho para uma nova kunoichi de outra Vila Oculta.

Durante este período, pessoas de todo o continente se reúnem no local da cerimônia, no qual é feito um verdadeiro festival com música, dança, comidas típicas dos 5 países e muitas atrações, integrando turistas, shinobis, peregrinos e curiosos que desejam dar uma breve espiada na rara ocasião em que os 5 Kages se reúnem para realizar o ritual, ainda que tal momento decisivo, realizado fora dos muros de cada vila, mas ainda dentro de seu território, seja oculto não somente por uma tenda branca, representando a própria Grandine, como pelo forte esquema de segurança formado em volta da mesma.
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Hokage
Posted: May 30 2011, 12:07 PM


Hokage de Konoha
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Group: Kage
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BLAMMMMM!

-Hoho! Eles devem estar chegando aqui, já, já!

Com passos de gigante, o homem entrava no Grande Salão de Reuniões rindo à vontade sua gostosa risada de trombone, sua capa balançando suavemente atrás de si.

O salão que era envolvido pela grande tenda branca nos arredores do vilarejo estava tão limpo e polido que chegava a incomodar os olhos. A grande e pesada porta de entrada não deixava nada a desejar. O lugar estava mais que perfeito para a reunião dos Kages.


- Oras, não precisavam limpar assim tão bem, isso chega a doer.

Passou por cada uma das poltronas que rodeavam a grande mesa em formato de U no meio do salão, como se imaginasse cada Kage ali sentado. Ali no centro ele, Akinari Aihara, o Hokage, presidindo a reunião. À sua direita seu grande amigo Raikage [aquele procriador malandro] ; à esquerda sua belíssima inspiração, a Tsuchikage [linda, encantadora... e não me dá a mínima com aquele olhar petrificante...] ; mais à frente à direita o Mizukage [calado e gélido [hehe] com suas roupas e jeitos incomuns] ; e mais à frente à esquerda o [não-me-toque] Kazekage.

[Para o mais novo dos Kages, ele realmente parece ser o mais ranzinza... Um saco...]

Apesar do comentário, Aihara parecia, por um momento, perder o bom humor que lhe acometia naquela manhã, lembrando-se da decisão que fizera anos atrás e que acabara gerando as constantes animosidades entre vilas que, em um passado longíquo, haviam se tornado aliadas desde o tempo da Godaime Hokage.

Interrompendo seus pensamentos, logo atrás de Aihara entrou uma bela jovem de pele clara e longos cabelos verdes, trazendo uma caixa nas mãos.


(Posted Image)

-Hokage-sama, a caixa...

-Oh, sim, minhas lembrancinhas! Dê-me isso, minha querida Circe. *Dizia o enorme shinobi dando leves tapinhas na cabeça da menina*

-^__^?

O Hokage foi até o lugar da Tsuchikage, tirou de dentro da caixa uma linda rosa vermelha, deu-lhe um beijo e depositou-a ali na mesa com um sorriso abobalhado e carinhoso no rosto, suspirando e sussurrando...

- Ah, minha doce princesa...

Andou até o lugar onde ficaria o Raikage, remexeu na caixa e retirou um cacho de bananas.

-Ahn... bananas?

-Hã? Ah! Hohohoho, estas não são para o Sachirou... *remexe na caixa denovo* ... estas são! *tira um saquinho de jujubas*

Ele é tão criança quanto as crianças que ele cativa.

-Foi por isso que ele te cativou, não foi?

-HAHAHAHOA! Deve ter sido por isso sim! Ah, mas veja, a melhor parte vem agora.

Deu uma corridinha toda malandra do tipo “estou fazendo algo errado” e colocou uma tachinha na poltrona do Kazekage, segurando como conseguia o riso.

-Hmpfffff... hihihi.... hohoho.... Não conte a ninguém. Hahahihihhohohohoa. Shhhhhh, faça silêncio...

-Haha, tá bom, mas isso vai dar uma confusão danada, Aihara-san.

-Oras, tenha o espírito esportivo.

-Eu tenho, ué... Quem não tem é ele. *Dizia a garota, apontando pra a poltrona do Kazekage*

-Bah, deixa ele pra lá. Ele vai ganhar um presentinho também.

E mais uma vez revira a caixa tirando de lá uma escultura de pedra de mais ou menos um palmo de altura: um posudo Aihara com uma expressão diferente, segurando um catavendo.

-Boa! HAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAH!

-Ria-- hihihohohommmfff mais baixo—hohohohohhhuhuhuhuhuhhuhmfffhuhuhffff...

Deu outra corridinha, mas dessa vez até a poltrona onde ficaria o Mizukage e depositou ali na mesa uma caixinha fechada de chá de pimenta, sussurando risadas para a menina.

-Pffffhhohohoa... pra ver se ele esquenta um pouquinho hohohohohfff...

E em seu próprio lugar depositou uma robusta e bem trabalhada garrafa de sake .

-Eu também mereço, não é?

Olhou pela porta com impaciência, tamborilando os dedos na mesa enquanto colocava sake num copinho.

-Se vocês dois não entrarem logo não vão ganhar sake. Vamos logo, Tsumaeto, Charlotte.

Aihara sorria para seus acompanhantes, o mesmo sorriso descontraído que mostrara a Circe. Ver alguns de seus antigos rivais e amigos de batalhas de outras vilas parecia lhe renovar as forças. Porém, mais do que isso, tentar sorrir e brincar sempre fora seu mecanismo de defesa para tentar superar toda a pressão que estava depositada sobre seus ombros e que finalmente parecia transparecer quando o Hokage dá um breve suspiro entre seu sorriso largo e acolhedor.

Aquele dia, Aihara sentia, não seria fácil de forma alguma...
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Tsumaeto
Posted: May 31 2011, 08:33 PM


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Após ser chamado o Jounnin adentra a sala do Hokage com uma expressão séria nada característica com a gota que se formava em sua testa, a reunião começaria dali a pouco e Tsumaeto não estava realmente interessado nisso... Não em épocas como essa, deveria estar ao lado de Halibel.... Ao contrário disso estava ali.

(Ossos do ofício...)

Com uma mão no bolso O Jounnin toma sua posição próximo a cadeira do Hokage... Observando cada pessoa entrar muito sério.

- Sem saquê hoje... Não é a hora...

Normalmente o Jounnin se dava bem com o Hokage... Mesmo que ele as vezes brincasse demais... Mas hoje o tom conclusivo do Kaguya mostrava que não estava em um bom momento para conversas. Com um suspiro, Tsumaeto olha para o lado de fora, perdido em pensamentos...

(Halibel...)
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Charlotte
Posted: Jun 3 2011, 02:33 PM


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Charlotte escuta o chamado do Hokage para então sair da entrada da tenda, de onde vigiava o interior da mesma ao mesmo tempo em que admirava o festival do lado de fora.

Recusou o saquê sem palavras, se colocando silenciosamente atrás da cadeira do Hokage, ao lado de Tsumaeto.

Seu lapso de falta de controle no hospital não se repetiria, mas não pôde deixar de falar para si, cochichando tão baixo que mal pôde ouvir a si mesmo.


Nem o famoso Tatsumimaro cheira tão bem... Tsumaeto-saaaan deve ser mais limpo.

Apesar do murmúrio, parecia uma estátua, com uma expressão sutilmente amigável no rosto. Não tinha animosidade alguma com o Kazekage, mas mantinha-se atento, tendo sido instruído para interferir o menos bruscamente possível com algum provável atentado deste para com o Hokage.
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Raikage
Posted: Jun 6 2011, 08:11 AM


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O Raikage não entrava na sala. Ao invés disso, uma menininha entrava lá.

HAHAHAHAHA! Aqui é grande, papai! Ooolha!

Ah, pai, porque a gente teve que vir pra cá =[?

Ah, aqui parece bem grande... Legal...

As três meninas entraram no salão. A menor, corria feliz, brincando de se esconder entre cadeiras. Uma reclamava, deixando clara que fora arrastada até ali. A última, aparentemente a mais velha, parecia encantada com o local, e tinha cuidado até mesmo com o local onde pisava.

(Posted Image)

Comportem-se, meninas!

HAHAHAHA! Tranquiiilo... Deixe as meninas em paz, Yumi ^^. Deixa as crianças se divertirem!

Logo atrás, o Raikage aparecia com uma expressão sorridente, com as mãos na cintura. Acompanhado por seus dois guarda-costas, que pareciam sérios. A mulher era sua esposa.

(Posted Image)

(Posted Image)

Querido, acho que as meninas não podem ficar aqui...

Ah... Não T_T? Poxa vida, seria legal se elas pudessem assistir à reunião e ver o festival e...

O guarda-costas de cabelos prateados se adiantou, penteando os cabelos com as mãos. Parecia que a viagem até ali fora estressante.

Ela quis dizer... Que as crianças não podem ficar aqui, nessa sala, Sachirou...

Ah... Tranquiilo ^^. Meninas, esperem lá fora, tá bom?... HOKAGE-SAMAAAAA! COMO ANDA O MONTE DO HOKAGE? Ainda existe ou tá cheio de rostos? HAHAHA Você não vai acreditar... Viemos voando com nuvens, sabe? Meu jutsu básico... E Ayumi, a pequena, quase caiu da nuvem dela! Vê se pode uma coisa dessas! HAHAHAHA!

Raikage, simpático como sempre, pegou o presente na mesa e deu pulos de alegria. Deu um tapinha nas costas de seu "colega", enquanto procurava um lugar para se sentar. Os guarda-costas ficaram atrás de Sachirou, de braços cruzados e expressões sérias.

Ooora, Yumi! Não fique assim, vai! Eu prometo que quando a gente sair daqui, vamos comer um X-Gamabunta!

Eu vou te dar uma bifa ¬¬...

De repente, uma pessoa entrou no estabelecimento.

RAIKAGE-SAMA! Sua filha caçula começou a chorar!

Talvez fosse algum ninja que estivesse de guarda.

É uma manteiga derretida mesmo... HAHAHA! Tranquilo, dê um pouco da jujuba à ela, tome! Espero que não se importe, Hokage-sama!

O Raikage disse isso, comendo mais um punhado de jujubas. Começou a falar de boca cheia.

Fabe... Vofe devia cria um parkuinho pras crianfas... Uma área de... Nhac nhac... Recreação!

PARE DE FALAR DE BOCA CHEIA, SENHOR RAIKAGE!

Dando um tapa na nuca do marido, Yumi colocava a mão na testa. Novak suspirava, como quem diria "E lá vamos nós de novo".

OLHA! BANANAS! O KIKI VAI ADORAR!
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Mizukage
Posted: Jun 9 2011, 11:36 PM


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Onde estão as barraquinhas das frutas em mel de Iwagakure? Não quero esquecer de levar algumas para casa por ficar muito imerso na reunião.

O Mizukage falava com a mulher loira que o acompanhava. À sua esquerda seguia um homem de tapa olho. Parecia relaxado, até se dando ao luxo de deixar um sorriso no rosto ao se deparar com algumas crianças brincando.

[É isso que eu sinto falta em Kirigakure. Mesmo depois de tanto tempo sem o título de Vila da Névoa Sangrenta, ainda temos tão pouco costume em simplesmente brincar, quando crianças.]

Logo estava de volta à sua expressão rotineira, ou melhor seria dizer sua falta de expressão. Entregando algumas compotas de doces compradas para seu guarda pessoal, continuou rumando à imensa tenda branca no local enquanto apreciava a vista.

Sabe-se lá onde, o homem de tapa olho guardava os potes que desapareciam em uma pequena fumaça.


(Posted Image)

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[Um salão desse tamanho tão perto de Konohagakure. O Hokage realmente se empenhou nessa recepção.]

A figura em trajes peculiares entrava sem palavras no salão protegido pela tenda branca, acompanhado de perto por sua dupla de escolta. Parecia ainda mais sério do que antes de adentrar o local.

Akinari-dono, Maeda-dono. Bom dia.

Cumprimentando aos dois, o Mizukage sentou-se, pegando seu presente.

Arigatou, Akinari-dono.

[Chá de pimenta? O que diabos esse Hokage está planejando? Será uma das brincadeiras dele? Ainda bem que ele não tem o menor senso de humor, não conseguiria fazer nem o meu riso frouxo aparecer.

De qualquer modo, espero que Sachirou não faça nenhuma piada. Foi muito difícil manter até hoje a seriedade na frente dos outros Kages. Quem respeitaria um Mizukage que não consegue controlar o próprio riso?]


O Kage continuava com uma face quase inexpressiva, apenas tendo uma leve menção de sorriso. Seus guardas tinham expressões amigáveis no rosto, ao que cumprimentavam os presentes em silêncio.

Novamente, o homem de tapa olho guardou em algum lugar o que o Mizukage lhe entregava. Dessa vez, a caixa de chá.
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Kazekage
Posted: Jun 17 2011, 11:22 AM


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Assim que Yanagi agradece a Aihara o presente por este recebido, um homem adentra o local da reunião: sua presença imediatamente quebrando por completo o clima leve e divertido que parecia imperar até então.

Apesar de haver se tornado Kage, aquele homem ainda mantinha o costume de usar as vestes dos nômades do deserto, castigadas pelas tempestades de areia que enfrentara durante sua jovem vida, e que também marcavam seu rosto, fechado e parecendo realmente insatisfeito por estar ali.


(Posted Image)

O Kage de Sunagakure, Arashi Unari, fitava com uma expressão neutra a tachinha colocada em sua cadeira e a estátua em miniatura do Hokage à sua frente.

Subitamente, Unari sorri, sua voz grossa, porém limpa, reverberando mesmo baixa.


Ora, obrigado...

Em um tempo menor do que um piscar de olhos, a tachinha colocada pelo Hokage disparara, como um raio, atravessando a cabeça da estátua do Hokage, fazendo-a em pedaços, e parando a menos de um centímetro da testa da Aihara, praticamente tocando-a.

Eu realmente estava achando isso uma perda de tempo, mas se realmente vou conseguir um motivo para acabar com você aqui, Aihara, então devo agradecer a oportunidade...

Por um momento, uma estranha poeira negra já se espalhava no ar, enquanto o Kazekage olhava sadisticamente para o Hokage, já com uma das mãos sobre o punho de sua espada.

(Posted Image)

Não seja tão afobado, Unari-chan...

Cale-se, velha intrometida...

Eu que digo isso, moleque insolente...

Sachirou, Yanagi, Aihara, vocês estão mais feios do que quando os vi pela última vez... Essas roupas de Kages não lhes servem bem...

A velha fumaça um cigarro por meio de uma cigarrilha longa e fina, feita de ébano, enquanto sorria debochada em relação aos demais Kages. Isso porque, quando aquela mulher, Sabaku Majo, usara as vestes de Kazekage pela primeira vez, a maioria daqueles shinobis ainda trilhavam seus primeiros passos no mundo shinobi.

Unari, porém, não parecia totalmente convencido pela calma de Majo. Afinal, aquela seria uma ótima oportunidade de finalmente ter uma luta contra o tão falado Hokage, e mostrar o quão o Kage da folha era superestimado.

Se aquela longa viagem pelo deserto e pela floresta, através de uma rota escolhida cuidadosamente pelo esquadrão de inteligência de Sunagakure, fosse ter alguma recompensa, sem dúvida seria a de levar a cabo a longa rixa existente entre Konoha e Suna, encerrando-a com a queda da Vila da Folha e, em especial, de seu estúpido Hokage.

Contudo, finalmente o segundo e último acompanhante do Kazekage surge ao seu lado, dando a estranha impressão de que estava lá, à sombra de Unari, desde a entrada deste no recinto.


(Posted Image)

Kazekage-sama, lembre-se da importância desta reunião. Afinal, após 30 anos, finalmente o pergaminho ficará em posse de Sunagakure.

Tsk... Que seja...

Unari parece querer dizer algo, mas apenas morde o lábio, descontente, e finalmente tira a mão do punho da espada, e a estranha poeira negra que pairava parece desaparecer.

Unari então se senta em seu local determinado, parecendo bastante irritado e impaciente, aguardando a chegada do último dos Kages.
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Tsuchikage
Posted: Jun 28 2011, 04:59 PM


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Tsuchikage-sama, estamos atrasados...

Claro que não, e outra se estivermos atrasados a culpa é sua... Resolveu ficar conversando com umas meninas no meio do caminho, invés de ficar cuidando da sua querida Tsuchikage. Que horror...

...

A linda e maravilhosa Tsuchikage corria graciosamente até a tenda. Seu guia e também guarda-costas mascarado resolveu desviar um pouco o caminho e ainda por motivos pessoais. Kaname Sandersonia a graciosa kage de Iwagakure, então aproveitou para conhecer melhor os arredores. Sorte a deles que ela ficou seguindo um jovem, forte, sem um braço e cheio de cicatrizes, pois este ia até o local da reunião.

Esse daí, além de bonito, me leva pros lugares que quero. Vou demitir vocês dois e chama-lo pra me proteger.

Depois da entrada de Tsumaeto o grupo da vila oculta da pedra se recompunha. Uma linda mulher não poderia entrar numa sala sem folego, o que poderiam pensar dela. Com ar nos pulmões e um sorriso na cara a Tsuchikage e seus dois guarda costas ruivos entravam na sala.

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A mulher logo se dirigia ao seu lugar e ambos os guarda-costas ficavam próximos da mesma. Havia uma rosa colocada sobre a mesa, inocentemente a Tsuchikage pega a mesma e se fere com um dos espinhos. Com um olhar penetrante e sério para a flor, a planta se torna uma pedra e em seguida quebra. A donzela então sussurra para seus guarda costas.

Odeio rosas, elas sempre competem comigo como a mais bela...

Sandersonia estava inquieta, mesmo chegando atrasada a reunião não havia começado ainda. Ela mandava uma piscadela para Tsumaeto enquanto mexia nos cabelos. Ela queria terminar aquela chatice para poder conhecer melhor aquele jovem maneta.

Ei! Não esquece de mim.

(Posted Image)

Uma menina surgia atrás dos dois guarda costas. Seu olhar meio triste mostrava, que aquela viagem fora feita contra sua vontade. Mas ela tinha sido escolhida dentre suas quatro irmãs e teria que servir ao seu país. Ela não sabia o que iria acontecer com ela, mas estava apreensiva.


Ninguém esqueceu de você queridinha. Mas fique caladinha ai para os mais velhos conversarem.


This post has been edited by Tsuchikage on Jun 28 2011, 04:59 PM
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Hokage
Posted: Jul 16 2011, 11:24 PM


Hokage de Konoha
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-Chegaram!

Levantou-se para cumprimentar quem vinha, um sorriso cordial no rosto, um comportamento politicamente correto, passos firmes. Para sua surpresa entraram na sala três lindas meninas que ele não tardou a reconhecer.

-Hoho, bem vindas, meninas!

Sachirou vinha logo atrás, animado e tranquilo como sempre, seguido por sua esposa Yumi e seu outro guarda-costas.

-HOKAGE-SAMAAAAA! COMO ANDA O MONTE DO HOKAGE? Ainda existe ou tá cheio de rostos? HAHAHA Você não vai acreditar... Viemos voando com nuvens, sabe? Meu jutsu básico... E Ayumi, a pequena, quase caiu da nuvem dela! Vê se pode uma coisa dessas! HAHAHAHA!

-Hoho, o monte está como sempre esteve, meu jovem, e você tem que parar de viajar com as meninas em nuvens, não é seguro para elas, elas podem pegar um resfriado. E você Yumi-san, como vai?

Fez um aceno com a cabeça e um sorriso contido no rosto. Respeitava aquela mulher, ela trouxera muita alegria ao seu amigo, além de belas filhas.

[Meu garoto.]

Cumprimentou também Novak, o guarda-costas, com um aceno respeitoso de cabeça. Eles não se conheciam bem.

-RAIKAGE-SAMA! Sua filha caçula começou a chorar!

-É uma manteiga derretida mesmo... HAHAHA! Tranquilo, dê um pouco da jujuba à ela, tome! Espero que não se importe, Hokage-sama!

Acenou livre mente com a mão, não dando importância, mas fuzilou com o olhar o ninja que entrara no local só para dizer que a menina estava chorando. Apesar do clima amigável até o momento, aquele ainda era um lugar de acesso completamente restrito.

-Fabe... Vofe devia cria um parkuinho pras crianfas... Uma área de... Nhac nhac... Recreação!

-Hohoho, anotarei essa observação!

-Akinari-dono, Maeda-dono. Bom dia.

-Ora! Bom dia, Mizukage. Não precisa ser tão formal, eu já disse isso antes. Espero que aprecie o chá...

Dizia isso com um sorriso mais aberto, um pouco mais moleque. APesar de ser uma vila aliada a Sunagakure, não tinha nada contra o Mizukage, apesar de estranhar seu vestuário, que se diferenciava até mesmo daqueles tradicionais de Kirigakure no Sato, mas isso nunca foi motivo para realizar qualquer situação constrangedora.

Acenou em silêncio para seus guarda-costas e seu corpo, de repente, retesou-se. O Kazekage adentrava o local quebrando o clima descontraído que havia se instalado. A mão do Hokage desce instintivamente para se apoiar no cabo de sua espada, olhando o Kazekage cautelosamente, mas ainda tentando manter sua pose de político e usando de um cordial sorriso falso.

Unari olhava a tachinha. O Hokage tinha uma vaga, muito vaga, esperança que o Kazekage se divertisse com aquilo.

-Ora, obrigado...

Mas, como era de se esperar, ele não se divertiu. A tachinha rompeu os ares destruindo a estátua de pedra e parando próximo à testa de Aihara. O Hokage nem piscou, mantinha os olhos fixos no Kazekage, o sorriso abandonado sua face.

- Eu realmente estava achando isso uma perda de tempo, mas se realmente vou conseguir um motivo para acabar com você aqui, Aihara, então devo agradecer a oportunidade...

Akinari Aihara tensionou seus músculos. De fato, estava arrependido de tentar usar do humor para fazer com que sua relação com o Kage de Senunagakure no Sato. Agora, temia que aquele ato forçado, que tivera superando sua própria personalidade (afinal, diziam que ele deveria tentar ser menos formal em situações políticas), agora gerasse conseqüências não desejadas.

Estava em desvantagem, a famosa lima de ferro, a Kekkei Genkai perdida do Sandaime Kazekage, já pairava em sua volta.

Não seja tão afobado, Unari-chan...

[Sabaku no Majo! A Bruxa do Deserto! Ela também está aqui?]

Cale-se, velha intrometida...

Eu que digo isso, moleque insolente...

Sachirou, Yanagi, Aihara, vocês estão mais feios do que quando os vi pela última vez... Essas roupas de Kages não lhes servem bem...

Majo-dono! A senhora parece mais bela do que nunca!

Aihara sorria, com algum alívio, ao ver a antiga Kazekage adentrando a tenda, como uma dos companheiros de Unari, o Kazekage atual. Apesar dos problemas políticos entre Konoha e Suna nas últimas décadas, Majo sempre fora uma mulher sensata, além de poderosa.

Mas é apenas quando o segundo acompanhante de Unari surge é que este se acalma, permitindo a Akinari respirar sem maiores preocupações, também saindo de sua postura de pré-combate.

- Bem, eu realmente esperava que Kazekage-dono soubesse apreciar melhor uma cômica estatueta. Mas, acredito então que isso será de seu melhor agrado...

Circe se aproximou com a caixa e o Hokage tirou de lá um pergaminho selado, segurando-o entre as mãos. Voltou-se sério para o Kazekage, encarando-o.

-... Tenho esse pergaminho para você e sua vila.

Andou a passos pesados até Unari, sem piscar, e estendeu para ele a mão com o pergaminho.

- Apreendemos um grupo subordinado ao Kowloon e conseguimos algumas informações. As que estão nesse pergaminho são referentes aos ataques que eles fizeram e farão à sua vila... se você não fizer nada, é claro.

Terminou a frase com um sorriso sarcástico. Nesse momento a Tsuchikage entrava no salão, com seus longos, lindos e cheirosos cabelos negros. Aihara ignorou totalmente Unari, propositalmente deixando a impressão de que havia sido hipnotizado pela beleza da última Kage a comparecer àquela reunião, e seguiu aquela bela dama com os olhos. Suspirou com um sorriso abobalhado e foi para o seu lugar. Só quando chegou lá notou a menina que ela trazia.

[Bom, então será essa menina? Objetivamente, é ótimo que seja bem jovem... vai levar o pergaminho consigo por 10 anos afinal... Apenas espero que ela entenda a importância disso...]

Todos estavam ali finalmente reunidos. Aihara os olhava, ainda de pé, presidindo o encontro. Tsumaeto e Charlotte atrás dele, Circe de pé ao seu lado esquerdo. Estava tudo pronto.

-Bem vindos, Kages. Acredito que todos aqui conheçam o motivo solene desta reunião, então não prolongarei minhas palavras. Entendo que a viagem de todos até aqui foi exaustiva e estressante, mas serão todos muito bem vindos à Casa de Massagens Yamanaka e às Fontes Termais para relaxar após a nossa reunião, além de aproveitarem com maior tempo o que o Festival tem a lhes oferecer.

Há dez anos foi confiada a Konoha a responsabilidade e a honra de guardar o pergaminho de Grandine, assim como foi decidida a próxima vila a protegê-lo. Hoje faremos a transferência do pergaminho para a portadora da Vila da Pedra que a Tsuchikage trouxe. Como é sabido, é necessário que todos os Kages estejam presentes para que o selo possa ser rompido e o pergaminho passado de uma portadora a outra, portanto...


Fez uma pausa, respirou fundo e molhou os lábios. Olhou diretamente para o Kazekage.

-... a presença de nenhum de vocês aqui se faz desnecessária.

Então voltou os olhos novamente para os outros, sem focar necessariamente nenhum deles e sentou-se.


-Passo a palavra a vocês, caso queiram acrescentar algo ou fazer alguma observação. Assuntos de problema das vilas também podem ser resolvidos agora, como vocês sabem.
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Raikage
Posted: Jul 16 2011, 11:36 PM


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O Kazekage ouvia as palavras do Hokage com atenção, apesar de manter o sorriso no rosto. Sabia que a entrega do pergaminho era interessante para todos, mas tinha algo a acrescentar.

Vamos ser mais abertos, Hokage-san ^^! Vamos falar da Kowloon.

Um silêncio preencheu a sala, enquanto o Raikage comia mais jujubas. De seu bolso saiu Kiki, seu macaco de estimação. O miquinho "roubou" o cacho de bananas, indo para fora do local.

Uma equipe de ninjas de Konoha visitou Kumogakure, com o intuito de resolver a questão da Kowloon há muitos meses atrás. Soube que Hitori e Hekimaru estavam envolvidos, e logo depois descobri que até mesmo a Borboleta de Konoha estava envolvida na missão!

Yumi cochichava.

Querido, tem certeza que deve falar sobre isso?

Oras! Tranquilo! É um problema que envolve a todos! HAHAHAHA! Muito bem... Recentemente, ainda, em outra combinação de esforços entre Konoha e Kumo, uma equipe de shinobis liderados por Kaguya Tsumaeto de Konohagakure, que está aqui conosco, conseguiram resgatar os médicos que foram sequestrados em ambas as vilas, tendo, contudo, encontrado de forma hostil outros dois jinchuurikis, o jinchuuriki do Rokubi, e aquele atende pelo nome de Regal.

*O Raikage mantinha seu sorriso amigável, tentando manter, ao mesmo tempo, todos os Kages em seu campo de visão.

Todos aqui tem alguma relação com o grupo. Sabemos que são compostos por Jinchuurikis, mas pensem bem... Novak fez um trabalho de investigação e descobriu que são mais membros do que eu esperava... É muito poder para nós enfrentarmos, não acha?

O Raikage então terminou suas jujubas, amassando o pacotinho e o colocando numa pequena lata de lixo próximo a seu pé. Puxou um palito do bolso e começou a palitar os dentes. Yumi prontamente deu um pontapé na nuca de seu marido.

NÃO FAÇA ISSO! QUE FALTA DE EDUCAÇÃO!

AAHAHAHA! Desculpem companheiros! Em Kumogakure, isso é normal e...

NÃO MINTA!

O Raikage então limpou o sangue que o chute de sua mulher deixou, voltando a falar.

Bem, de qualquer forma, a Kowloon é algo sério. O meu escritório foi destruído graças a uns loucos que seguiam o Hekimaru, enquanto que Fuu foi gravemente ferida por ele. Da mesma forma, soube que foi o jinchuuriki do Hokubi que causou a perda do braço de Tsumaeto-san. Não sabemos suas intenções, mas sabemos que não são boas. Prevejo uma guerra.

A seriedade era vista no rosto do Raikage, que apoiava os braços na mesa e as mãos entrelaçadas na frente do queixo.
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Mizukage
Posted: Jul 16 2011, 11:53 PM


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O Mizukage aguardava em silêncio ouvindo os Kages da Folha e Nuvem se pronunciarem. Não alterou sua expressão em momento algum, nem mesmo quando começou a falar.

Kirigakure e Iwagakue foram as vilas menos afetadas pela Kowloon, como vocês sabem. E como também sabem, Kiri enfrenta problemas com grupos separatistas, que querem retomar a imagem da Névoa Sangrenta.

Por esse exato motivo, aliar as forças de Kiri às outras Vilas Ocultas, numa manobra preventiva contra a Kowloon me parece a decisão mais sensata a se tomar, não só pelo perigo iminente de tantos jinchuurikis unidos, como pela minha própria imagem em Kirigakure.

É de meu interesse que nos aliemos, é do interesse da Névoa. Por isso digo que todos podem contar com o auxílio de Kiri. Somos sensatos o suficiente para saber que fazer coisas somente por gentileza, sem pensar nas consequências, não é uma decisão acertada na maioria dos casos, mas a situação pede união.

Além disso, nada impede que Iwa e Kiri sejam alvos da Kowloon no futuro próximo.

Por isso falo abertamente que Kiri não conhece as intenções da Kowloon. Temos informações que sete jinchuurikis são afiliados à organização. Com muito custo conseguimos a identidade de todos. Alguns já devem ser conhecidos públicos, como Hekimaru.

Ketsueki Hekimaru, jinchuuriki do Hachibi. Original de Kumogakure.

Takashi Regal, jinchuuriki do Gobi. Original de Kumogakure.

Kanemochi Suishou, jinchuuriki do Nibi. Original de Kumogakure.


Falava os três nomes olhando para o Raikage, no entanto, o último nome era dito com um olhar voltado para a esposa do mesmo. Se voltava para a Tsuchikage.


Yunero, sem sobrenome, junchuuriki do Yonbi. Original de Iwagakure.

Aburame Mikazuki, jinchuuriki do Shichibi. Original de Konohagakure.


Falava o segundo nome olhando para o Hokage, se virando a seguir para o Kazekage.

Midoriiro Oujou, jinchuuriki do Ichibi. Original de Sunagakure.

Namekuji Houshoku, jinchuuriki do Rokubi. Original de Kirigakure. Ele foi um projeto de guerreiro desenvolvido pelo antigo Mizukage, na esperança de reviver a Névoa Sangrenta. Fugiu do controle dos cientistas que encabeçavam o projeto.

Os jinchuurikis do Sanbi e da Kyuubi de Kiri e Konoha, são dados como mortos, seus corpos encontrados, mas nenhum sinal dos bijuus.

Trouxe comigo um relatório detalhado da inteligência que temos de todos os jinchuurikis, em especial do Rokubi, cujas origens acredito serem desconhecidas ao resto das vilas até esse momento. Não há muita informação acerca de Yunero, no entanto.


Yanagi terminava seu longo discurso entregando a cada um dos Kages um extenso relatório contido em um pequeno pergaminho. Se dirigia então diretamente à Tsuchikage.


Gostaria de pedir que Tsuchikage-dono esclarecesse o que julgar necessário sobre o passado nebuloso de Yunero.
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Tsuchikage
Posted: Jul 17 2011, 12:14 AM


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A Tsuchikage escutava os outros Kages falando e gesticulava para um de seus guarda-costas se aproximar. Ele então entregava um conjunto de papéis e retornava para seu lugar. Com o fim da fala do Mizukage, ela começava a mexer nas folhas, enquanto falava:

Então. Como já foi dito, Yunero é de Iwagakure. Até pouco tempo, nem nós sabíamos disso. Mas nossa inteligência conseguiu reunir informação suficiente para termos idéia do poder dele.

A linda mulher pegava os papéis ajeitando a ordem para poder ler os relatórios para aqueles ali presentes.

Pelo que conseguimos reunir do passado dele, ele era um jovem de poucas qualidades. Péssimo ninja, e como civil era pior ainda. Mas pelo que estou lendo aqui, ele tinha uma força física estupenda. Tanto que todos os lugares onde ele foi visto não restaram em pé e muitos morreram tentando pará-lo, em vão.

Tem um relatório da academia ninja, sobre o fato que ele nunca se formou e que ele tinha um irmão. Resolvemos procurar o irmão dele, mas pelo visto havia morrido. Com essas informações descobrimos, que o pai deles havia feito experiências em ambos, coisa que acabou matando o irmão de Yunero.

Pelo visto Yunero sobreviveu e se tornou o novo Jinchuuriki. Problema é que todos os relatórios sobre o nome da família, o que foi feito no Yunero e como ele se uniu aos Kowloon foram roubados recentemente e aqueles que reuniram as informações sumiram.

Ou seja, não querem que saibamos mais do que isso que lhes disse, e sabem como nos impedir de prosseguir com as buscas. Já perdi muitos homens atrás dessas informações e por isso paramos com a busca. Concordo com Yanagi-san em fazer aliança com as outras vilas, pelo menos até resolvermos essa situação. Não quero mais inocentes de Iwagakure morrendo em vão por causa dessa Kowloon.

Sandersonia parecia séria, ela odiava ver o medo nos olhos dos moradores da vila. Essa situação a fazia se sentir incompetente como líder de uma das maiores nações ninjas. Ela olhava com um olhar de desprezo para o Kazekage.

Nem que eu tenha que me aliar com gente que não liga pro seu povo...
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Kazekage
Posted: Jul 17 2011, 12:24 AM


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- ... Tenho esse pergaminho para você e sua vila.

Sem sequer precisar fazer qualquer sinal, o último acompanhante do Kazekage se põe à frente do Hokage, pairando sua mão sobre o pergaminho por um breve segundo, como se o escaneasse, para então recebê-lo de Aihara, posicionando-se à direita do Kazekage e lhe entregando o pergaminho.

Sabaku Majo também observa o pergaminho, parecendo surpresa com o seu conteúdo.


- Apreendemos um grupo subordinado ao Kowloon e conseguimos algumas informações. As que estão nesse pergaminho são referentes aos ataques que eles fizeram e farão à sua vila... se você não fizer nada, é claro.

Essa informações realmente são mais do que suficientes para evitarmos qualquer plano de ataque planejado! Obrigada, Hokage-chan.

Feh, deveria gastar seu tempo colhendo informações sobre ataques na SUA vila, Aihara. Afinal, Konoha tem sido motivo de chacota. Dizem que depois que um Kowloon comeu o braço deste seu jounnin, sua vila foi atacada outras vezes, e apenas GENNINS tiveram coragem de enfrentar os invasores, hahahahaha! Ao menos suas crianças parecem ter mais coragem do que seus próprios professores!

Unari, o Kazekage, mantinha-se sentado, não se esforçando nem um pouco para esconder o quanto achava estúpia aquela reunião e troca de cordialidades, tendo rido apenas ao finalmente colocar em evidência a inépcia de Konoha.

Porém, no instante seguinte seu mal humor retorna, sempre resmungando baixo para seus acompanhantes em especial quando observava Aihara e Saichirou.


Eles não se comportam como guerreiros, apenas como estúpidas crianças catarrentas...

Finalmente todo aquele teatro se encerra, e Aihara inicia formalmente a reunião. A voz do Hokage parecia mudar de tonalidade, e mesmo o burburinho vindo do lado de fora, decorrente da grande multidão que atendia ao festival, cessa, como se soubessem que algo importante estava ocorrendo, apesar de nada poder ser visto ou ouvido do lado de fora daquela tenda.

Quando Aihara então menciona que o pergaminho seria transferido para Iwagakure, o acompanhante mascarado de Unari parece surpreso. Afinal, até onde as informações corriam pelos cinco países, seria a vez de Sunagakure portar o lendário pergaminho de Grandine, tendo inclusive trazido junto à sua comitiva uma sacerdotiza para tomar parte no ritual.

Majo, ao lado do outro acompanhante, não parecia surpresa, falando baixo para seu colega enquanto o Kazekage continuava a olhar para frente, como se estivesse incomodado por ter ocultado isso até mesmo de seus acompanhantes, como também os outros Kages haviam feito.


Não fique surpreso, garoto. Na minha época, era comum divulgarmos e até protegermos falsas informações em relação à transferência do Pergaminho de Grandine. Afinal, se isso caísse em mãos erradas, sem dúvidas todos os cinco países teriam graves problemas.

Sabaku no Majo-sama... Eu compreendo...

O acompanhante mascarado parece ligeiramente decepcionado, mas retoma logo sua postura atenta, prestes a defender o Kazekage de qualquer ameaça, enquanto o Raikage toma a palavra, trazendo à tona o caso Kowloon, citando as missões em que times de Konoha e Kumo enfrentaram alguns dos jinchuurikis da Kowloon, com a perspectiva de uma grande guerra a caminho.

Unari tamborilava seus dedos no braço de sua poltrona, impaciente, enquanto ouvia o Mizukage relatar as identidades e origens de cada um dos Kowloons e jinchuurikis conhecidos, deixando Majo receber o pergaminho com o relatório elaborado por Kirigakure.

Era claro que o Kage de Sunagakure não estava gostando nem um pouco do rumo que as coisas tomavam. Não confiava em nenhuma daquelas pessoas, com à excessão de seus acompanhantes, e a idéia crescente de uma nova aliança shinobi parecia lhe corroer os brios.


Nem que eu tenha que me aliar com gente que não liga pro seu povo...

SUA PUTA ESCROTA!

Unari imediatamente saca sua Presa do Vento enquanto a estátua decapitada do Hokage se desfaz em grãos como os de areia e parte em um avanço que dura menos do que um piscar de olhos. Porém, antes mesmo que os dois Kages pudessem se confrontar, Majo já estava logo à frente da Tsuchikage, olhando-a rosto a rosto, visto que o chão abaixo de si se transformara em uma plataforma de areia na qual a pequena ex-Kage ficava em pé, sorrindo.

Sonia-chan. Eu me lembrava de você como uma garota que sabia como ser cortês diante de um Kage.

Também acreditava que era sábia ao ponto de não fazer insinuações sobre aquilo que desconhece.

Unari-chan não é o garoto mais calmo que já tive o prazer de conhecer e treinar, mas jamais questione sua dedicação ao seu povo, ou mesmo seu poder.

Do contrário, entederei que está questionando o meu amor à minha vila e meu país, e tenho certeza de que não é isso que está fazendo, não é mesmo?


O sorriso bondoso de Sabaku no Majo, a ex-Kazekage do lendário clã Sabaku de Suna, arrepiaria os pêlos mesmo de bijuus naquele instante.

Unari, logo atrás da velha, em postura pronta para combater, parece extremamente irritado, ficando difícil de saber se assim estava por ter sido bloqueado por Majo, ou pelas palavras aparentemente bondosas que essa se dirigia ao atual Kazekage.


Tsk... Cale a boca, velha estúpida! Você é apenas uma acompanhante nessa reunião! Saiba o seu lugar!

Mas é claro, Kazekage-sama.

Sem se mexer, Majo retorna ao seu lugar levada pelo pilar de areia, ainda com um sorriso no rosto.

Subitamente, Unari crava a sua espada, a Presa do Vento, no chão, penetrando-o facilmente.


Sunagakure não tem qualquer pretensão de se aliar a qualquer das Vilas Shinobis. Eu sei muito bem qual a posição de vocês em relação à mim e ao meu povo, e jamais permitirei que os ameacem sob a pretensão de uma aliança contra um grupo que, ao que tudo indica, pode estar muito bem sob parceria direta com Kumogakure, já que a maioria de suas bases se encontram no País do Trovão, que por sua vez é aliada de Konoha, que desde os primeiros ataques da Kowloon usou deste pretexto para declarar guerra contra o País do Vento.

Você também deveria se lembrar disso, Yanagi-san! De como meu País foi injustamente acusado pelos ataques da Kowloon, e como o Kage de Konoha junto ao Líder do País do Fogo não hesitaram em declarar guerra contra meu povo!


Unari, a cada menção, fitava Sandersonia, Sachirou e Aihara, para então encarar Yanagi, o Mizukage, que inclusive estivera ao lado de Unari quando o Kazekage, em seu primeiro ano no posto, teve de encarar uma declaração aberta de Guerra vinda do País do Fogo.
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Mizukage
Posted: Jul 25 2011, 04:45 PM


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Apesar de não ser do seu feitio demonstrá-lo, paciência sempre foi uma de suas virtudes, Kazekage-dono.

Falava com o mesmo tom de sempre, logo após a retirada de Sabaku no Majo. Esperava todo o discurso do Kazekage para então continuar.

Por outro lado, Hokage-dono tende a demonstrar muito mais paciência do que tem. Falo com franqueza e digo que já houve mais de um momento onde decisões precipitadas tiveram resultados infelizes, como ficou claro nesse momento. A declaração de Tsuchikage-dono não foi falsa, apenas incrivelmente desinformada.

Por mais rude que possa parecer tamanha franqueza, nesse momento, creio ser uma necessidade. Não espero que Suna perdoe as ações do Hokage tão facilmente, mas espero que sua cabeça, Unari-dono, se anteceda ao seu instinto, nesse momento.

Na posição do Hokage, provavelmente não faria o mesmo, mas na de Raikage-dono e Tsuchikage-dono, afirmo que o faria, mesmo correndo o risco de um mal julgamento.

Mas acredite que o tempo tenha forjado um melhor pensamento em Akinari-dono, do mesmo modo que eu acredito. Do mesmo modo que o tempo fixou em Sandersonia-dono um mal-julgamento do seu caráter. E todos nós devemos convir que, hoje, o Kage mais disposto a fazer algo por outras vilas, mesmo que - até certo ponto - às custas da situação da própria, é Aihara-dono.

O Mizukage mal se movia enquanto falava, mantendo a postura perfeita. Respirava longamente antes de continuar, se voltando ao Kazekage enquanto desmontava seu semblante gélido, mostrando olhos compassionados.

É irônico como posso entender sua situação, quando sua luta é com o exterior de Suna, enquanto a minha é com parte do interior de Kiri.

Retornava à inicial posição e semblante antes de prosseguir.

Se julgam minhas colocações equivocadas, por favor, se manifestem. Mas não nos desviemos mais tanto do assunto imediato. Proponho a formação de uma aliança entre as 5 vilas aqui representadas, não com o intuito de guerrearmos abertamente contra a Kowloon, mas sim, para garantirmos a defesa de todas as vilas ao mesmo tempo em que unimos nossas inteligências, para enfim termos dados o suficiente para derrubar a Kowloon com o menor número de casualidades possível.
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Hokage
Posted: Jul 25 2011, 04:58 PM


Hokage de Konoha
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O Hokage se portava com seriedade, ouvindo tudo com atenção, parecia que seu ar brincalhão havia se evaporado no instante em que a reunião finalmente toma um rumo mais sério.

Várias das informações apresentadas pelo Mizukage e pela Tsuchikage já eram de conhecimento do próprio Hokage, que havia tido acesso àquelas informações em decorrência de missões anteriores de times de Konoha.


[Uma aliança com as 5 nações. Isso é algo sério...]

Enquanto prestava atenção, Aihara não reagiu a acusação do jovem Kazekage sobre apenas Gennins defenderem a vila... Sabia que não seria necessário, coisas mais importantes deveriam ser resolvidas nesse momento.

Mas antes que o Hokage pudesse sua voz ser ouvida sobre as informações compartilhadas ali, o Kazekage e a Tsuchikage parecem entrar em conflito.


- Bem...

Aihara imponentemente se levanta quando Unari finca sua espada no chão. Mas o ar do Hokage não era o ar bondoso de antes, a aura de poder que exalava de seu corpo era suficiente para mostrar como ele chegara naquele lugar.... O próprio ar parecia esquentar nesse momento. E ainda assim, o Hokage fala com sua voz grave e bondosa se dirigindo mais ao Kazekage do que aos outros.

- Apresentar justificativas sobre o incidente entre Konoha e Sunagakure que todos já tem conhecimento em nada fará com que Unari-dono e Sandersoni-adono mudem suas opiniões, mas reforço, Kazekage-dono, que caso aceite uma aliança, estarei mais do que disposto a consertar quaisquer equívocos do passado.

Porém, nenhum de vocês aqui é obrigado a formar alianças indesejadas, creio que essa seja a opinião também de Yanagi-dono ao propor a idéia. E mesmo sem uma aliança, a idéia de compartilhar informações permanece válida.


O Hokage permanece de pé e cruza os braços, olhando para os Kages sem se fixar especificamente em ninguem. E fala em seu tom grave e imponente.

- Eu concordo com a aliança, mesmo que sobre apenas Konoha e Kiri nela.

Dando uma pausa para receber as respostas dos outros Kages, alguns com sinais positivos com a cabeça, outros preferindo manter-se sem se manifestar ainda, antes de começar, então, a caminhar, sendo prontamente seguido por seus assistentes daquele momento.

-Podemos resolver os detalhes da aliança depois...

Aihara se abaixa para ficar na altura da portadora do Pergaminho pelos próximos anos que viriam, com seu sorriso bondoso colocando a mão na cabeça da jovem, e lhe falando com uma voz meio infantil.

- Está pronta para mudar o futuro?

[Sempre vou me perguntar se isso é uma boa idéia... Deixar tanta responsabilidade nas mãos de alguém tão jovem...]

O Hokage se dirige finalmente a uma porta diferente da entrada, pela qual Circe entrara assim que o Hokage se levantara anteriormente, abrindo-a e revelando uma passagem para o subterrâneo.

-Agora vamos ao verdadeiro propósito dessa reunião.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

A porta aberta pelo Hokage era muito menor que a de entrada, e dava entrada para um corredor de terra e pedra estreito que parecia ser um túnel para o subterrâneo, uma construção deveras inusitada no meio daquela grande tenda branca.

O corredor permitia a passagem de apenas uma pessoa por vez, obrigando uma entrada em fila indiana. Aquilo poderia parecer um erro de arquitetura, ou uma tentativa de limitar entrada de grandes contingentes, mas seu real significado era apenas um: Aqueles que entram no salão do pergaminho deviam confiar naqueles que se seguiriam com ele, o bastante para expor suas costas nuas. Ou seja, os guardiões do selo do pergaminho, os cinco Kages, deveriam entrar naquele local sagrado, que era invocado uma vez a cada dez anos por um fuuinjutsu elaborado, deveriam entrar na câmara em paz e confiando um nos outros sua vida. Não que isso fora sempre verdade a longo dos anos, mas naquele dia haveria de ser.

A entrada na câmara de selamento era permitida apenas aos guardiões do selo e as guardiãs do pergaminho, sete pessoas. Os guarda-costas também teriam de ficar para trás, fazia parte da ideologia de confiança mútua.

E assim foi, os guardiões seguiram pelo túnel de paredes secas, iluminado em seu topo por luzes esverdeadas, feitas apenas de chakra. Logo na entrada, Circe, a sacerdotisa atual, recebia os Kages, agora trajando um longo vestido branco semi-transparente, adornado com brilhantes e pérolas, refletindo a pureza dos ensinamentos de Grandine.

Quando esta caminha, a porta regira vibrando levemente ao seu chakra, até que aquele dia terminasse aquele salão era propriedade da sacerdotisa, seu sangue era necessário na própria conjuração daquela entrada. Logo atrás da menina seguia o Hokage, anfitrião e selador da vida da sacerdotisa atual, vindo atrás dele tinha-se a nova sacerdotisa, então a Tsuchikage, guardiã da nova sacerdotisa, depois o Kazekage, em seguida o Raikage e, por fim, o Mizukage.

Durante o trajeto, que parecia infindável, os Kages seguiram sem proferir qualquer palavra, enquanto que as duas sacerdotisas, a velha e a nova, proferiam em voz baixa um pequeno mantra, buscando alcançar sua paz espiritual. Durante a descida, a Tsuchikage olhou pelo rabicho do olho mais de uma vez para trás, tradições a parte, ela não era capaz de confiar naquele homem que vinha logo atrás dela, mas ela relaxou quando em uma dessas olhadas o Raikage fez uma leve brincadeira por trás do Kazekage, sorrindo com sua felicidade sincera, mas escondendo-se rápido o bastante para não ser pego no flagra pelo líder de Suna.

- Finalmente chegamos... Devíamos pensar em instalar uma esteira ou um elevador nesse troço

A voz do Hokage ecoava em uma infinidade de modos, pelo grande recinto de pedra. Parecia muito com uma caverna na verdade, não fosse os pilares de pedra terem todos os mesmo formato e localização não natural e homogênea, além do solo cuidadosamente aplainado. A iluminação era branda, decorrente de pequenos orbes de brilho esverdeado, espalhados pela abóbada do teto do salão. O local estava frio, mas parecia ganhar calor com a chegada dos visitantes, como se a câmara reconhecesse o chakra deles e reagisse aos mesmos.

- Imagino que todos já saibam seus lugares não?

O tom do Hokage era agora mais sério e ele mesmo seguia para sua posição. Olhando para o chão da caverna, poder-se-ia reparar numa série de círculos, marcados por vários selos. Havia, contudo, oito círculos principais, cujas linhas e kanjis tinham uma cor mais viva.

O maior destes ficava no centro da câmara, tendo outros dois menores localizados nos extremos diametralmente opostos do primeiro e maior círculo. Os outros cinco círculos principais descreviam um pentágono inscrito em um círculo secundário, que englobava todos os outros e era concêntrico com o principal.

Cada um dos Kages tomou sua posição nos círculos pertencentes ao pentágono, circundando assim as duas meninas, a mais nova e a mais velha, que se dispunham justamente nos extremos do círculo principal central. Elas continuavam a proferir, baixinho, seu mantra.

Os Kages trocaram olhares sérios rapidamente, acordando entre si que começava agora o ritual que se seguiria por volta de uma hora.

Em suas posições, cada Kage perfura levemente um dos dedos da mão, realizando uma longa sequência de ins sincronizados, batendo em seguida com a mão no centro de seus círculos.

- Shinsei Tango Kuchiyose no Myou !

A vozes ecoaram sem distinção, uníssonas. Cada círculo tomava uma coloração correspondente ao país de origem do Kage, assim como em cada um surgia o Kanji de cada um dos elementos.

Aquilo era apenas o princípio, seriam necessário muitos ins e muito chakra para quebrar o selo e trazer à tona o pergaminho da Grandine, e muito mais para formação do novo selo. Mas os Kages seguiam obstinados e concentrados, como se aquela fosse uma tarefa para qual já haviam dispensado do treinamento necessário para o ato se tornar mecânico.

O único som que preenchia a câmara era das mãos se movendo agilmente, enquanto as meninas continuavam com sua canção, que se tornava quase uma prece.

O tempo passava e o ritual prosseguia. Finalmente um novo som enche o ambiente, algo parecia se mexer dentro da rocha que abrigava o salão, subitamente uma luz, branca como a da lua, ilumina o círculo central. Luz esta que vinha de um buraco no teto que parecia surgir do nada.

A antiga sacerdotisa Circe realiza agora seus próprios ins e também oferece seu sangue ao selo que havia abaixo de si. Seu corpo então começa a flutuar, como se estive dentro da água, sua cabeça pende para trás e sua consciência fica no limiar. O corpo, ainda que relaxado, não pode evitar de tremer devido a pressão exercida por duas orbes que começam a sair da garota.

O primeiro orbe, branca, saia arrastada da boca da garota, o que parecia causar a um pequeno desconforto para mesma. A segunda orbe, negra, parecia espremer-se em sua saída pelo umbigo de Circe, como se oriunda de seu ventre. As contrações aumentavam, demonstrando que aquele processo não era indolor.

O ritmo dos ins dos Kages aumenta. O Hokage, porém, não pode deixar de lançar um olhar preocupado para aquela que, além de sua sacerdotiza e braço direito, era sua amiga, e da qual era retirado, quase que a força, o pergaminho.

Alguns instantes de esforço depois, ambas as orbes abandonam o corpo de Circe, que cai de joelhos ao chão, exausta, colocando ambas as suas mãos no chão. Por mais que estivesse exaurida fisicamente, seu trabalho ainda não terminara: parte de seu chakra, assim como a energia residual do selo que a acompanhara por dez anos, ainda seria drenado diretamente para nova sacerdotisa, que começava a ser envolvida por uma aura azul de pura energia.

Enquanto isso, os dois orbes dançavam ao flutuar no círculo principal central. Giravam, correndo uma atrás da outra, seu formato se alongando, dando a orbe uma quase cauda alongada atrás de si. A luz que incidia naquele ponto fazia a cena ganhar uma beleza simples e pura.

Antes que as duas partes do pergaminho, que no momento eram pura energia, pudessem prosseguir para a próxima hospedeira o selo deveria ser aderido a menina. Mais alguns longos minutos se seguiriam. Era um processo demorado, mas aquele era, afinal, provavelmente o selo mais poderoso da arte ninja naquela era. Sua quebra era virtualmente impossível e sua construção era penosa. Mesmo os grandes Kages podiam sentir o desgaste de ter sua energia drenada para o mesmo.

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