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Title: Seiki
Description: Fanfic de Sabedoria


Seiki - August 31, 2011 11:44 PM (GMT)
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Lições de Um Duelo
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Desafiado formalmente por um misterioso homem, Uchiha Gennosuke recebe o “convite” em casa, por um mensageiro encapuzado.

Sendo ele um grande espadachim, desafios formais de outros espadachins acontecem com certa freqüência, mas sempre se especifica o motivo ou o objetivo de tê-lo desafiado. Geralmente, o auto-aperfeiçoamento é motivo mais que suficiente para aceitar o duelo, mas aquela carta só havia um nome, um local e um horário. “Eika; Praça Pública Central de Konoha; 10h.”

Intrigado pela ousadia do desafiante, Gennosuke aceita prontamente e logo dispensa o mensageiro.

O Jounnin permaneceu sentado, reflexivo em sua sala, e só retornou ao mundo real quando a porta da frente bateu novamente. Era Seiki, seu filho.

- Dia longo, pai... – disse o garoto.

- É, dia longo, Seiki – respondeu o homem.


O jovem Uchiha estava prestes a entrar para o banho, quando gentilmente seu pai o chamou. Gennosuke apontou para a carta em cima da mesa e então explicou.

- Fui desafiado, um desafio formal de um espadachim. Amanhã, logo pela manhã quero que me veja lutar. Vai ser bom para o seu aprendizado – disse ele.

Seiki não se surpreendeu, por não seria a primeira vez que iria assistir o pai em um combate de Kenjutsu. Ele sorriu, a confiança no pai era inabalável.


- Certo, começaremos o dia com mais uma vitória do grande Gennosuke – disse com enfado e então continuou – Eles nunca aprendem... não há espadachim vivo que consiga te derrotar, pai.

Gennosuke sorriu e balançou a cabeça.

- Está enganado, meu filho. Só nesta vila conheço um ou dois. Haha – diesse ele.

- Duvido muito! – retrucou o garoto.

Sem dizer mais nada, Gennosuke se apoiou na numa janela e observou as estrelas. Estava pensativo, sentia como se pressentisse algo.


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Naquele tipo de duelo haveriam regras especificas e regras subjetivas. Entre as específicas, cabe dizer que o uso do Sharingan ou de quaisquer técnicas ninja estaria terminantemente proibido. Apenas a habilidade do espadachim seria posta à prova.

Entre as regras subjetivas, estava a de geralmente os combatentes testarem suas habilidades no intuito de adquirir conhecimento, experiência e enfim se auto-aperfeiçoar. Assim sendo, a morte do adversário é algo a se tentar evitar, se possível. Um combate amistoso de adversários que geralmente desejam se encontrar outras e outras vezes.

O combate estava prestes a começar, a praça já estava repleta de curiosos. Uma área aberta permanecia limpa e devidamente preparada ao centro. Pessoas em volta tomavam uma distancia segura.

Gennosuke assumiu o campo sem preâmbulos. Aqueles reunidos para testemunhar seu duelo não falam com ele enquanto se aproxima, nem seriam respondidos se o fizessem. Ele estava concentrado apenas no duelo por vir. Para Gennosuke, não havia pensamento até o resultado. Tudo o que importava era que seu ataque fosse perfeito.Era a simples expressão de tudo que ele era, e tudo que ele poderia ser. Cada vez que enfrentava um oponente, ele quase não considerava outra presença além de sua postura. O desafio era conta ele mesmo, contra a imperfeição do homem.

Seu filho, Seiki, estava entre os espectadores, sempre observando atentamente cada movimento do pai. O garoto desejoso de poder e conhecimento, sabia bem que poderia tirar conhecimentos significativos ao assistir aquele combate real entre espadachins experientes. Assim, o Uchiha utiliza discretamente o seu maior trunfo para poder perceber melhor o que aconteceria a seguir. Seus olhos se tornam rubros e o olhar permanece fixo em cada movimento daqueles homens.

Gennosuke parecia calmo, calmo demais. Seu oponente era um ronin, um homem de corpo indefinido que escolheu disfarçar seu rosto inteiramente com um grande e simples kabuto. Não era incomum entre alguns duelistas, que acreditam que o elmo os ofereceria algum tipo de vantagem psicológica. Um duelista talentoso que saiba que o duelo seria contra si próprio e não contra o oponente, porém, pouco ligaria para tais truques, e Gennosuke sentia pena pelo pobre homem. Suas noções de sua vantagem estavam para desabar.

Em seu íntimo, Uchiha Seiki refletia sobre a diferença entre ele e o pai. O abismo de diferença entre os dois poderes o fazia sentir o sangue ferver. Com o Sharingan ativo ele não só podia ver os movimentos com maior facilidade, mas também conseguia visualizar a massa de chakra do Jounnin que ostentava poder e uma perfeita fluidez.

Vendo o sinal dos juízes, Gennosuke adotou facilmente sua postura, o movimento praticado e fluído que não requeria pensamento consciente afinal. Ele olhou para seu adversário mascarado, e pela primeira em muito tempo começou a sentir um leve senso de alarme. A postura do ronin era completamente incomum, diferente de qualquer coisa que viu em décadas. Não havia meios de ler a expressão do oponente, mas alguma impressão de malícia em sua postura imediatamente disse a Gennosuke que este homem queria mata-lo.

“Quem é você?” ele divagou, mas pôs o pensamento de lado enquanto borbulhava em sua mente. O ronin queria mata-lo, e se não fosse cuidadoso, o homem conseguiria.

O ronin se moveu com incrível velocidade, sacando sua espada e investindo para frente com a graça de um predador. Sua espada cantava perfeitamente enquanto deixava sua saya, uma longa, aguda nota que pendia no ar como uma mortalha. Gennosuke sabia que nenhum homem normal podia esperar superar a velocidade do estranho, seu puro instinto assassino.

Uchiha Gennosuke não era um homem normal. Os olhos de Seiki se arregalaram naquele momento.


Sua espada estava em sua mão tão rapidamente que todos podiam jurar que a mesma começara o duelo já fora da bainha. Ele repeliu a espada do ronin, e o som das duas se batendo foi um grande contraste aos tons normalmente secos de uma espada batendo na outra durante um duelo. O ronin investia repetidas vezes, cada lâmina facilmente o bastante para matar um homem mais lento. Cada ataque era repelido. Gennosuke permanecia procurando constantemente por qualquer fraqueza no estilo primata do homem.

“Lá!”

O jounnin só atacou uma vez. Sua lâmina cortou pelo momentâneo buraco nas defesas do homem, uma janela fugaz que estava aberta por não mais que um segundo. Seu aço atravessou o pulso do homem, então o osso, arrancando sua mão em direção ao cotovelo. Após o golpe, Gennosuke moveu-se num único giro repousando a sua katana a poucos centímetros do pescoço do adversário.


Seiki duvidou, por um momento, que Gennosuke pouparia a vida daquele homem, uma vez que o próprio não teria a mesma misericórdia.


Inevitavelmente, o ronin não perdeu um momento. Ele embainhou sua wakizashi num movimento relâmpago e pegou sua mão arrancada pelo cabo. O homem pulou para longe de Gennosuke, saltando sobre os espectadores perplexos e desapareceu na multidão, deixando uma trilha de sangue atrás dele.

A ferida poderia se provar mortal se não fosse propriamente tratada, e rapidamente. De algum modo, apesar disso, Gennosuke suspeitava que o ronin chamado Eika não apenas viveria, ms que os dois se encontrariam novamente no futuro. Quando chegasse o dia, Gennosuke garantiria que não haveria uma terceira vez.


Após o embate, Seiki retorna para casa junto com o pai, este que dispensa os convites de diversos amigos clamando por uma noite de Sakê para comemorar. Por mais que não tenha demonstrado, o combate fora tenso para o Jounnin e um pouco de descanso viria a calhar.

Pai e filho caminhavam pelas ruas e divagavam sobre o combate ocorrido.

- Foi uma grande vitória, pai. – disse ele. – mas podia ter sido melhor. – disse com enfado.

- Haha! certamente, meu filho, um dia você fará melhor! – respondeu Gennosuke, sorrindo.

Os dois caminharam por mais alguns minutos e quando chegaram aos portões da Comunidade Uchiha, já conseguiam sentir no ar o cheiro delicioso do Teppan Yaki da senhora Ishikawa.

O dia iniciara bem, e de barriga cheia poderia ser ainda melhor.

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QUOTE (Anotações)

Eu pude entender que no Kenjutsu a precisão vem primeiro que a velocidade ou a força. O ápice da precisão permite terminar uma luta com maior facilidade, mesmo que o oponente seja mais rápido ou poderoso, ele ainda é humano e possui dezenas de pontos fracos. Dominando o corte preciso, a força e a velocidade virá com o tempo de treino.

A simplicidade dos movimentos é mais importante que sua complexidade, pois muitas vezes o golpe mais simples é o menos esperado. Observo ainda que kenjutsu pode se assemelhar aos ensinamentos da academia com kunais e shurikens, pois a precisão do golpe está ligada à respiração e a postura.

Acima de tudo o que pude observar, o que mais me chamou a atenção foi o olhar do meu pai nos momentos que antecederam o primeiro saque de sua katana. Era vazio, desvirtuado e misterioso. Nenhum oponente poderia decifrá-lo, era como se ele guardasse diversos segredos que o levariam a vitória. Mas não era nada disso, era apenas uma mente vazia e desligada de influencias externas.

O corte perfeito acontece sem a ajuda do pensamento, é natural e instintivo. O espadachim perfeito se desliga do combate e permanece ligado ao mesmo tempo. Livrando-se da consciência ele se desprende dos limites que se auto impõe, e foi assim que meu pai venceu o feroz ronin; com a calma e a sabedoria se fundindo em um instinto natural que o molda para ser um espadachim próximo da perfeição.


Uchiha Seiki – Konoha.

Hitto-Sama - September 1, 2011 12:05 AM (GMT)
otimo treino, ideia interessante, pode adicionar 2 pontos em sab e 2 pontos de jutsu pelo treino bem feito, até daqui a 7 dias o/




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